A aprovação ao governo Lula caiu para 43% e a desaprovação subiu a 50%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento, contratado pela Globo, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE sob o número BR-01720/2026.
Na rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, a desaprovação estava em 48% e a aprovação, em 45%. A distância entre os dois grupos passou de três para sete pontos percentuais em cinco dias.
Por conceito, a avaliação ótima ou boa recuou de 35% para 34%, enquanto a ruim ou péssima subiu de 37% para 38%. Outros 25% consideram o governo regular, e 3% não souberam responder.
Onde a rejeição cresceu mais
O recorte regional mostra a maior alta no Nordeste, principal reduto eleitoral do presidente. A reprovação lá saltou de 29% em julho para 35% em setembro, seis pontos percentuais em dois meses.
No Sudeste, a reprovação também subiu seis pontos, de 50% para 56%, no mesmo período. Entre os homens, a desaprovação passou de 50% para 57%.
Entre os jovens de 16 a 34 anos, a alta foi a maior de todos os grupos consultados. A reprovação passou de 46% para 55%, nove pontos percentuais em dois meses.
A mesma rodada mostra Flávio Bolsonaro subindo de 38% para 42% das intenções de voto entre evangélicos, enquanto Lula caiu de 27% para 22% neste grupo. Entre católicos, o cenário ficou estável, com o presidente à frente por 41% a 26%.
Um recuo depois da única alta desde 2024
Em julho, o governo havia registrado pela primeira vez desde dezembro de 2024 um saldo positivo entre aprovação e desaprovação, de 48% a 47%. Dois meses depois, a distância se inverteu e chegou ao maior patamar da série consultada nesta apuração.
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A coleta ocorreu entre 3 e 6 de setembro, quando o STF adiou a crise entre Moraes e Mendonça para depois da eleição. A Quaest não isola o efeito de um fato específico. As variações mais recentes estão dentro ou perto da margem de erro.
A oscilação contraria o padrão de governos neste ponto do mandato, que costumam recuperar apoio, não perdê-lo, afirma Felipe Nunes, da Quaest. Segundo ele, neste patamar de rejeição, a probabilidade de reeleição de Lula cai para menos de 50%.
A mesma rodada da Quaest também mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no segundo turno, e que 59% dos eleitores sem partido preferem opção fora da polarização entre os dois.


























