A pesquisa Indexa/Broadcast mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos em todos os cenários de segundo turno testados. Contra Flávio, a vantagem é a menor, de 46% a 41%, e fica no limite do empate técnico.

O levantamento foi feito pelo instituto Indexa a pedido da Agência Estado (Broadcast) entre 20 e 23 de agosto, com 2.000 entrevistados, cenário estimulado, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O registro no TSE é o BR-06366/2026.

Como fica com cada adversário

Contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 46% e o senador, 41%. A distância é a menor dos quatro cenários e representa pouco mais que o dobro da margem de erro, o que a Agência Estado classifica como limite do empate técnico.

Contra Romeu Zema, a vantagem sobe para 45% a 34%, a maior diferença entre os cenários testados junto com o de Renan Santos, que também perde por 46% a 34%. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 44% a 38%.

No primeiro turno, Lula mantém 39% independentemente de Pablo Marçal estar ou não na lista de opções. Flávio Bolsonaro oscila entre 33% e 34%, e Caiado e Renan Santos aparecem, cada um, com 5% e 4%.

O que os outros institutos dizem

Quatro institutos diferentes testaram cenários de segundo turno nesta mesma semana, e o resultado variou conforme quem foi ouvido e em que dia. A Gerp, divulgada no mesmo dia 26, deu resultado oposto ao da Indexa: Flávio Bolsonaro à frente de Lula por 47% a 42%. Já a pesquisa BTG/Nexus, dois dias antes, também deu vantagem a Lula, por 46% a 45%, dentro da margem de erro.

Na comparação com a rodada anterior da própria Indexa, feita em 26 de julho, Lula ficou estável nos 46% contra Flávio. Quem subiu foi o senador, que passou de 39% para 41%.

Esta é a primeira leva de pesquisas a testar quatro adversários de perfis distintos ao mesmo tempo: o bolsonarismo de Flávio, a terceira via de Zema e Caiado e o campo mais à direita de Renan Santos. Marçal, que apareceu pela primeira vez em pesquisa presidencial há quatro dias, ainda pontua abaixo de 2% e não muda o resultado de Lula no primeiro turno.

O que acontece agora

Novas rodadas de pesquisa devem sair ao longo de setembro, à medida que a propaganda eleitoral no rádio e na TV avança. Os institutos costumam repetir os mesmos cenários de segundo turno a cada duas ou três semanas para acompanhar a evolução do quadro.