O Irã atacou nesta quinta-feira (3) duas bases aéreas dos Estados Unidos: a de Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e a de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a TV estatal iraniana, mísseis e drones miraram radar, comunicação por satélite e hangares de aviões de combate. O Kuwait diz ter interceptado o ataque.

O Exército do Kuwait confirmou a ofensiva e afirmou que seus sistemas de defesa aérea derrubaram os mísseis e drones antes que atingissem o solo, na base de Ahmad al-Jaber.

Já o suposto ataque à base de Al Minhad, nos Emirados, seguia sem confirmação das autoridades locais até a publicação desta matéria. Só o Irã havia se pronunciado sobre esse alvo.

A terceira rodada da semana

É o segundo ataque iraniano a uma base no Kuwait em três dias, mas não à mesma instalação. Na quarta-feira (2), o Irã já havia atacado bases dos EUA em cinco países (Jordânia, Kuwait, Bahrein, Emirados e Iraque).

A base kuwaitiana atingida naquela rodada, porém, foi outra: a Ali Al Salem, sem vítimas.

Bombardeios da véspera, atribuídos pelo Irã aos Estados Unidos, deixaram dezenas de mortos, segundo Teerã. Os números não tinham confirmação independente até a publicação desta matéria.

Os combates foram retomados no domingo (30/8), quando terminou um mês de trégua, já rompida uma vez em julho. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou:

Ontem à noite destruímos muito mais do que o radar deles. Foi um ataque muito contundente, e estamos preparados para lançar outro a qualquer momento que quisermos.

Do lado iraniano, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezai, disse que o país aposta em "uma nova estratégia no campo de batalha, na diplomacia e no enfrentamento do bloqueio". É sinal de que Teerã combina resposta militar com aposta em negociação.

A escalada já chegou à Bolsa brasileira nesta semana: o petróleo Brent passou dos US$ 94 o barril na terça-feira (1º), e as ações da Petrobras acompanharam a alta.

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O preço da gasolina e do diesel nos postos ainda não sentiu o movimento, segundo a Petrobras, por causa de uma defasagem que já existia antes do conflito.

O que acontece agora

Trump já avisou que está pronto para atacar de novo "a qualquer momento". O Irã mantém a retórica de resposta a cada nova ofensiva americana.

Até a publicação desta matéria, nenhum cessar-fogo estava em negociação, e nem Irã nem Kuwait haviam divulgado balanço de vítimas do ataque desta quinta.