A vazão das Cataratas do Iguaçu chegou a 7,75 milhões de litros por segundo por volta das 7h desta quinta-feira (3), segundo a Copel. O volume é 5,2 vezes a média histórica do ponto, de 1,5 milhão de litros por segundo, e a passarela do lado brasileiro seguia aberta normalmente.
A alta é efeito das chuvas que caíram nas últimas 48 horas no Oeste, Sudoeste e Sul do Paraná. A mesma bacia do Rio Iguaçu abastece usinas hidrelétricas da Copel, que por isso monitora o rio de forma permanente.
Na véspera, a Copel já registrava tendência de subida: a vazão saiu de 7,51 milhões de litros por segundo à 1h para 8,37 milhões às 13h. O salto em poucas horas mostra como o volume reage rápido ao regime de chuva na bacia.
Segundo a concessionária Urbia Cataratas, que administra o parque no lado brasileiro, o critério de segurança é objetivo:
A passarela costuma ser fechada por questões de segurança quando a vazão se aproxima de 10 milhões de litros por segundo.
Nesta quinta, ainda há folga segura até o limite que fecha a passarela, o que manteve mirantes, passarela e demais passeios do lado brasileiro operando sem restrição.
Do lado argentino, o circuito da Garganta do Diabo está fechado, mas por outro motivo. A interdição é preventiva e vale desde o início de agosto, enquanto os circuitos Superior e Inferior seguem funcionando normalmente.
O patamar de hoje não é inédito. Em junho, a vazão já havia subido a 5,7 milhões de litros por segundo por causa de chuvas na semana anterior, e em outubro do ano passado o volume superou 7 milhões de litros por segundo.
O parque vem de um semestre de atenção redobrada à segurança turística. Em julho, um turista holandês morreu quando o barco do passeio Macuco Safari virou nas Cataratas, e a operação só voltou a funcionar três dias depois.
O que acontece agora
A Copel segue medindo a vazão ao longo do dia, e a passarela brasileira só fecha se o volume se aproximar dos 10 milhões de litros por segundo citados pela Urbia.
Não há, nas fontes consultadas, previsão oficial de quanto tempo a chuva vai continuar alimentando o Rio Iguaçu. O próprio salto de 7,51 para 8,37 milhões em poucas horas na véspera mostra que o quadro pode mudar rápido, para cima ou para baixo.


























