A candidata ao Senado pela Rede, Marina Silva, foi alvo de uma tentativa de agressão nesta segunda-feira (17), durante caminhada de campanha no centro de São Paulo. Um homem se aproximou dela de forma agressiva, tocou seu ombro e sua barriga, e foi imediatamente afastado por assessores.

O episódio aconteceu por volta das 14h28, durante a primeira agenda própria de Fernando Haddad (PT) na campanha ao governo de São Paulo. Participavam também a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) e Ana Estela Haddad.

O homem repetiu a mesma pergunta enquanto se aproximava: "Quer voltar para a cena do crime?". Ele não foi identificado, e não há registro de detenção até a publicação desta matéria.

"Ele se atirou na frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, mas sei que eles vão fazer isso. Hoje fui eu", disse Marina Silva sobre o momento.

Haddad atribuiu a tentativa de agressão à extrema direita e afirmou que a participação de Marina Silva na campanha seguiria normalmente. Segundo o candidato petista, o episódio não vai alterar a agenda de rua da chapa.

Por que a segurança de candidatos está reforçada nesta eleição

O episódio ocorre num pleito em que a segurança de candidatos já é tratada como prioridade orçamentária. A Polícia Federal projeta R$ 95 milhões para proteger os presidenciáveis em 2026, com efetivo de até 458 agentes.

É mais que o triplo dos 160 agentes mobilizados na eleição de 2018.

A corporação também elaborou uma análise de risco que classifica cada presidenciável em quatro níveis de ameaça (muito alto, alto, moderado e baixo), com plano de segurança específico por candidatura. O aparato inclui veículos blindados, grupos táticos, equipamento antidrone e monitoramento de ameaças digitais.

Marina Silva concorre ao Senado por São Paulo, cargo cujo esquema de segurança é menor que o dos presidenciáveis. Foi durante uma caminhada de rua, sem o aparato blindado reservado a quem disputa a Presidência, que a tentativa de agressão aconteceu.

A caminhada tinha segurança pública e violência contra a mulher como temas centrais da agenda montada por Haddad.

O que a TV Sim observa

O reforço recorde na segurança dos presidenciáveis não alcança, na mesma proporção, quem disputa outros cargos na mesma chapa. Candidaturas ao Senado costumam fazer campanha de rua sem o aparato blindado reservado ao topo da disputa.

Fica a pergunta sobre até onde vai essa proteção.