A Polícia Militar e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram nesta quarta-feira (12) a Operação Patrocínio Fiel contra sete suspeitos de integrar o PCC, apontados como responsáveis pelo sequestro, pela extorsão e pela tortura de um advogado da Baixada Santista. A ação cumpre 7 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.
Segundo o MPSP, a operação é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de São Paulo, em cooperação com a Polícia Militar e o GAECO de Santa Catarina. Mais de 110 policiais participam da ação, incluindo equipes da Rota, do 3º Batalhão de Polícia de Choque, do Canil e do Comando de Operações Especiais (COE).
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral paulista, além de Florianópolis, em Santa Catarina. As equipes vasculham residências, estabelecimentos comerciais e um imóvel apontado pela investigação como possível cativeiro da vítima.
O que a operação apura
Os sete alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, sequestro, extorsão, tortura e ameaça contra o advogado. Em nota, o MPSP informou que a ação "foi planejada para interromper os crimes praticados pelo grupo, preservar a integridade do advogado e obter provas fundamentais para o avanço das investigações".
Os sete suspeitos são descritos pela investigação como lideranças do PCC com atuação na região da Baixada Santista. Nenhum deles foi identificado publicamente até a publicação desta matéria, e a investigação corre em sigilo.
"O objetivo é sufocar a atuação dessas organizações", disse o coronel Rogério Nery, comandante do Policiamento de Choque da PM paulista, sobre a finalidade da operação.
A reportagem não teve acesso a informações sobre o paradeiro atual do advogado nem sobre o motivo que teria levado o grupo a sequestrá-lo. O MPSP também não divulgou, até a publicação desta matéria, o balanço de prisões efetivamente cumpridas entre os sete mandados expedidos.
A operação ocorre poucas semanas depois de o MPSP deflagrar, em julho, outra ação do GAECO contra o PCC em São Paulo, mirando operadores financeiros da facção e sua relação com tribunais do crime.














