A Receita Federal credita na próxima sexta-feira, 31 de julho, o terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. São 2.743.200 restituições, que somam R$ 4.612.623.516,98 — cerca de R$ 4,6 bilhões. A consulta está aberta desde a sexta-feira passada (24), às 9h.

Para saber se está na lista, o contribuinte deve entrar no site da Receita Federal, acessar o serviço "Meu Imposto de Renda" e clicar em "Consultar a Restituição". A checagem também pode ser feita pelo aplicativo da Receita, disponível para celulares e tablets. O extrato mostra se a declaração foi processada, se há pendência e em qual lote ela entrou.

Como o lote foi dividido

A maior parte do dinheiro vai para quem não tem prioridade legal: 1.396.474 restituições. Outras 839.464 são de contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber via Pix — combinação que, pela regra atual, adianta a posição na fila. Há ainda 309.441 restituições de grupos com critérios de prioridade e 197.821 de pessoas com prioridade prevista em lei, caso de idosos, contribuintes com deficiência ou doença grave e professores.

O valor é depositado automaticamente na conta bancária informada na declaração. Não é preciso pedir nada nem pagar taxa — a Receita não faz contato por e-mail, SMS ou WhatsApp para liberar restituição, e mensagens desse tipo são golpe.

Quem ficou de fora

Este lote encerra a fila das restituições já aptas ao pagamento neste ano. O que restou pendente, segundo a Receita, envolve declarações retidas em malha fiscal — a chamada malha fina, quando há divergência entre o que o contribuinte declarou e as informações prestadas por empresas, bancos e planos de saúde — ou inconsistências nos dados bancários, especialmente na chave Pix do tipo CPF.

Quem informou o CPF como chave Pix mas não tem a chave registrada em nenhum banco pode resolver o problema cadastrando a chave na instituição financeira, atualizando a conta indicada para a restituição ou enviando uma declaração retificadora. Já quem caiu na malha precisa acompanhar o extrato no e-CAC, corrigir o erro apontado e aguardar novo processamento — nesses casos, o pagamento entra em lotes residuais, liberados mês a mês.