A Receita Federal abriu a consulta ao terceiro e último lote regular de restituição do Imposto de Renda 2026. O crédito será feito em 31 de julho para 2.743.200 contribuintes, somando R$ 4,61 bilhões — o maior desembolso do calendário deste ano.
O dinheiro cai na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração. Os créditos são processados ao longo de todo o dia 31, e o horário em que o valor fica disponível varia conforme o banco.
Quem está neste lote
A maior fatia é de contribuintes sem nenhuma prioridade legal: 1,4 milhão de pessoas. Outros 839 mil entraram por terem usado a declaração pré-preenchida ou optado por receber via Pix, e 309 mil se enquadraram nos dois critérios ao mesmo tempo — a combinação que a Receita usa como principal critério de desempate desde que passou a estimular o preenchimento automático.
Há ainda 197 mil contribuintes com prioridade prevista em lei: pessoas com 80 anos ou mais, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência, portadores de doença grave e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Para saber se está na lista, o contribuinte precisa acessar o portal da Receita Federal, entrar em "Meu Imposto de Renda" e clicar em "Consultar a Restituição". A checagem também pode ser feita pelo aplicativo da Receita para celulares e tablets. A consulta mostra a situação da declaração e, se houver pendência, qual é o problema.
Fila encerrada: o que acontece com quem ficou de fora
Com o pagamento de 31 de julho, a Receita encerra o calendário regular de restituições do IRPF 2026. Quem entregou a declaração e não apareceu em nenhum dos três lotes está em uma de duas situações: caiu em malha fiscal, por inconsistência nos dados declarados, ou tem problema no cadastro bancário informado.
O caso mais comum de travamento é específico e fácil de resolver: cerca de 165 mil contribuintes informaram o CPF como chave Pix sem ter, de fato, uma chave registrada e vinculada a uma conta bancária. Nesses casos, o valor não é depositado. Para destravar, o contribuinte precisa registrar a chave Pix do tipo CPF no próprio banco, atualizar os dados da conta no portal da Receita ou enviar uma declaração retificadora com os dados corretos.
Restituições não creditadas não se perdem, mas passam a depender de solicitação do próprio contribuinte, que pode pedir o reenvio pelo portal e-CAC. Já quem caiu na malha fina só recebe depois de regularizar a pendência — normalmente com o envio de uma retificadora corrigindo despesas médicas, rendimentos omitidos ou dependentes declarados de forma indevida, os motivos que mais retêm declarações todos os anos.
















