A seleção brasileira feminina de vôlei chegou perto outra vez e outra vez parou no degrau de baixo. Neste domingo (26), em Macau, na China, o Brasil perdeu de virada para a Turquia por 3 sets a 1 — parciais de 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21 — na final da Liga das Nações (VNL) e ficou com o vice-campeonato pela quinta vez em oito edições do torneio. O título inédito segue adiado.

A equipe comandada por Zé Roberto Guimarães começou melhor e fechou o primeiro set em 25 a 23, num jogo que prometia repetir o roteiro da campanha brasileira na fase classificatória, marcada por uma longa sequência invicta que começou com 100% de aproveitamento em Brasília e seguiu na etapa de Ancara, na própria Turquia.

Onde a final virou

O ponto de inflexão foi o terceiro set, o mais disputado da decisão, fechado pelas turcas em 26 a 24 depois de idas e vindas no placar. A partir daí, o Brasil perdeu consistência na recepção e na defesa de rede, e a Turquia passou a impor seu jogo de potência pelas pontas.

Os números explicam a virada. A oposta Vargas foi a maior pontuadora da partida, com 33 pontos, e sustentou o ataque turco nos momentos decisivos. Do lado brasileiro, Ana Cristina respondeu com 25 pontos, mas sem apoio suficiente para equilibrar a decisão. O Brasil cometeu 17 erros contra 12 das adversárias, e ainda ficou atrás no bloqueio, por 14 a 13 — margens curtas que, somadas, decidem uma final.

Com o resultado, a Turquia conquistou seu segundo título da Liga das Nações, depois do inédito de 2023, e se firma como a principal rival do Brasil no circuito internacional feminino no ciclo olímpico.

O que vem pela frente

O próximo compromisso da seleção é o Campeonato Sul-Americano, de 8 a 13 de setembro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A competição tem peso extra: o campeão garante vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Jogando em casa e diante de adversárias historicamente mais fracas, o Brasil entra como favorito e tem a chance de transformar a frustração de Macau em classificação antecipada.

A Liga das Nações continua sendo a lacuna mais visível no currículo da equipe. O Brasil foi finalista em cinco das oito edições disputadas desde a criação do torneio, em 2018, e em todas elas voltou para casa com a medalha de prata.