A Polícia Militar do Distrito Federal deteve um homem de 28 anos na noite desta quinta-feira (1º) após ele arremessar uma mochila em um ponto de ônibus ao lado do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O Esquadrão Antibombas foi acionado e o perímetro, isolado.
Segundo a PM-DF, o homem tentou pular o gradil da Corte e foi impedido de se aproximar do prédio. Impossibilitado de entrar, ele atirou o objeto na direção do ponto de ônibus da via S1, na Praça dos Três Poderes.
A corporação descreveu o suspeito como estando “fora das condições normais” no momento da abordagem. Ele resistiu à prisão e fez declarações de cunho reivindicatório, segundo relato da PM à imprensa.

A PM-DF acionou o protocolo batizado de Operação Petardo, padrão da corporação para suspeita de bomba ou objeto abandonado em local público de risco. Duas faixas da Esplanada dos Ministérios foram fechadas, com desvio do trânsito.
O esquadrão antibombas chegou ao local por volta das 20h30 para avaliar o conteúdo da mochila.
Até o fechamento desta reportagem, a perícia seguia em andamento e não havia confirmação de que o objeto continha explosivos.
O STF informou que nenhum ministro estava no prédio-sede no momento da ocorrência. Apenas o gabinete da presidência, hoje ocupada por Edson Fachin, funciona ali.
Não é a primeira vez que a segurança em torno da Corte é reforçada neste ano. Em setembro, o STF já havia isolado a Praça dos Três Poderes antes de uma sessão sensível.
Na ocasião, a Corte chegou a bloquear drones e lacrar celulares de quem entrava no plenário.
Em agosto, a Polícia Civil do DF já havia desarticulado um grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante o período eleitoral.
O episódio também reacende a memória de novembro de 2024, quando um homem de 59 anos morreu ao tentar invadir o STF com explosivos, depois de detonar um carro-bomba no estacionamento da Câmara dos Deputados.
O que acontece agora
A perícia da PM-DF segue avaliando o conteúdo da mochila. O resultado deve definir se o suspeito responderá por ameaça, por porte de artefato perigoso ou por outro crime.
A área isolada na Esplanada só deve ser liberada depois da conclusão dessa análise.































