O Vasco protocolou nesta quinta-feira (1º) uma ação judicial para garantir que o jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, seja disputado no Maracanã, no dia 20 de outubro. O pedido de tutela de urgência mira a empresa que administra o estádio.
A ação foi direcionada à 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, contra a Fla-Flu Serviços S.A. A medida vem depois que o Consórcio do Maracanã recusou ceder o estádio na segunda-feira (28/9), alegando condições precárias do gramado e calendário intenso de partidas.

Segundo o Vasco, a escolha pelo Maracanã não é só preferência esportiva. O Manual de Clubes da Copa Sudamericana, da Conmebol, exige capacidade mínima de 30 mil espectadores para estádios que sediam jogos a partir das semifinais.
Um trecho do documento apresentado pelo clube argumenta que "São Januário não pode ser utilizado para a partida em questão porque o Manual de Clubes da Copa Sudamericana editado pela Conmebol estabelece capacidade mínima de 30 mil espectadores".
O Vasco tem até o dia 5 de outubro para indicar à Conmebol o local da partida. A definição também é crucial para os torcedores argentinos visitantes, que têm direito a uma carga de 4 mil entradas, pelo regulamento da competição.
É pelo menos o sexto capítulo do impasse entre o clube e o Consórcio do Maracanã nesta temporada. O Vasco já havia levado a 3ª negativa do Maracanã em 2026 e cogitado o estádio Nilton Santos como alternativa.
O atrito chegou a mobilizar a política: uma deputada estadual cobrou publicamente o Consórcio pelo veto ao clube. Antes da ação de hoje, uma reportagem já havia analisado o que diz o contrato do Vasco com o Maracanã.
O que acontece agora
A Justiça do Rio ainda não decidiu o pedido de tutela de urgência. Se a liminar não sair a tempo, o Vasco precisa indicar outro estádio à Conmebol até o dia 5 de outubro, sob risco de perder a sede da partida.































