Belo Horizonte e o Distrito Federal registraram nesta quinta-feira (1º) a mesma temperatura máxima, 36,4°C, o segundo maior recorde do ano em cada uma das duas cidades. Em BH, a marca foi batida em Venda Nova; no DF, na estação do Paranoá.
O recorde absoluto de BH em 2026 segue sendo os 36,6°C medidos na Pampulha na terça-feira (29/9), segundo o Inmet. Quatro das cinco maiores temperaturas do ano na capital mineira ocorreram só nos últimos dias de setembro e no início de outubro.
No DF, o recorde do ano também é de setembro, quando a estação de Águas Emendadas, em Planaltina, mediu 36,1°C, no dia 1º.
A temperatura desta quinta, porém, ainda está longe do recorde histórico da série, de 37,8°C, registrados em 9 de outubro de 2020. Já o recorde histórico de BH é de 38,6°C, batido em 2023.
A meteorologista Andrea Ramos, do Inmet, explica o padrão:
Setembro e outubro costumam ser os meses mais quentes do ano. É possível que as temperaturas fiquem ainda mais altas, quebrando ainda mais recordes.
A previsão do Inmet para outubro já apontava calor até 2°C acima da média no Centro-Oeste e no Sudeste, incluindo BH e o DF. A mesma nota do instituto projeta chuva abaixo do normal para o mês, o que tende a prolongar o calor.
O vaivém climático não é novidade em 2026: o Centro-Oeste já tinha chegado a 44°C dias depois de uma onda de frio, em setembro.
O que muda para quem vive nessas cidades
O DF entra em alerta amarelo para baixa umidade e tempestade nesta sexta (2), com ventos de até 60 km/h e umidade podendo cair a 20%. A Defesa Civil recomenda beber bastante líquido. Também orienta evitar exposição ao sol nas horas mais quentes.
O ponto em aberto
O Inmet já projeta outubro com temperaturas acima da média em quase todo o país. O calor recorde em BH e no DF pode ser só o começo de um mês fora do padrão. Resta saber se a chuva de sexta e domingo ajuda.






























