A candidata ao Senado Marília Campos (PT) usa a última pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), para justificar a confiança de que não vai sofrer o mesmo revés que Dilma Rouseff enfrentou em 2018, quando ficou de fora do Senado.

A situação da Dilma - que é uma grande companheira - é completamente diferente da situação minha e da Áurea Carolina. A conjuntura política é diferente, o meu perfil é diferente. E hoje eu estou à frente em todas as pesquisas. A Datafolha acabou de publicar mais uma pesquisa de opinião, onde eu estou na frente de todos os candidatos. Então os outros candidatos estão disputando uma vaga e eu disputo a outra vaga.

Marília Campos (PT) em entrevista exclusiva a TV SIM BRASIL, nesta quinta (1º)

Em 2018, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) era candidata a senadora por Minas Gerais. Ao longo de quase todo o período pré-eleitoral e da campanha oficial, ela permaneceu na liderança das intenções de voto com vantagem expressiva. Mas a apuração das urnas revelou um cenário adverso: impactada por altos índices de rejeição, perda de fôlego nos dias finais e uma forte reação do movimento antipetista, Dilma acabou na 4ª colocação e não se elegeu. Os eleitos para as duas vagas daquele ano foram Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS)

Por que relacionam esse cenário a Marília Campos?

Em tom de deboche, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a chamar Marília de Dilma 2.0, em uma estrategia de incentivar a unificação dos votos em candidatos da direita. Mas dentro do PT, a possibilidade é enxergada como um risco concreto. A candidata a deputada federal Bella Gonçalves (PT) classificou a situação como "grave". Em comunicado nas redes sociais, Bella buscou desestimular o voto Marécio. "A gente precisa reforçar o voto casado. É Áurea Carolina e Marília Campos. A direita não vai votar na gente no segundo campo", disse.

Na pesquisa estimulada do Datafolha Marília Campos (PT) aparece com 13%; Carlos Viana (PSD), com 11%; Aécio Neves (PSDB), com 11%, tecnicamente empatados, portanto. Já na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores, 61% estão indecisos.

Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-09729/2026. Levantamento encomendado pela Globo e pela Folha de São Paulo.