A presidente da Walt Disney Company, Dana Walden, disse nesta quinta-feira (1º) que a reestruturação constante da empresa é necessária para a sobrevivência da indústria, diante da pressão da tecnologia. "É extremamente doloroso", declarou, na conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles.
"A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer", disse Dana, em entrevista a Lucas Shaw, editor da Bloomberg. "Há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado", completou.
Quantos funcionários a Disney já cortou
Cerca de 1.000 pessoas deixaram a Disney em abril, após a chegada do novo CEO, Josh D'Amaro. Na terça-feira (29), a empresa demitiu mais algumas centenas, principalmente nas áreas de recursos humanos e tecnologia da informação.
A Disney empregava 231 mil pessoas no fim do ano fiscal de 2025, entre 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país. A onda mais recente fez parte de um programa de desligamento voluntário.
Outras gigantes de tecnologia e mídia também cortaram equipes neste ano: a Microsoft planejou uma nova onda de demissões que pode afetar milhares de funcionários.
No Brasil, a Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu quase 2 mil funcionários, em outro exemplo do mesmo movimento de corte de custos no varejo.
O que ela disse sobre Jimmy Kimmel
A presidente da Disney também comentou o futuro do apresentador Jimmy Kimmel, crítico do presidente Donald Trump. Seu programa na ABC, emissora da Disney, saiu brevemente do ar em 2025 após uma piada envolvendo o assassinato de um aliado de Trump.
Em maio, o órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos ordenou revisão antecipada da licença da ABC, depois de Trump pedir a demissão de Kimmel por outra piada, sobre a primeira-dama americana.
"Gosto muito do Jimmy, temos uma grande amizade", disse Dana. "Estamos tentando encontrar uma solução e entender: o que é o certo para o nosso negócio?"
A fala expõe a Disney espremida entre dois tipos de pressão ao mesmo tempo: cortar custos para acompanhar a concorrência da tecnologia e administrar o desconforto político em torno de um dos seus maiores nomes.
O que acontece agora
A Disney já havia cortado cerca de 7.000 empregos em 2023, num plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos na gestão do então CEO Bob Iger. Dana Walden não detalhou se novos cortes estão previstos.
O movimento de consolidação no setor de mídia segue em curso: a Justiça dos EUA liberou recentemente a compra da Warner Bros pela Paramount, outro sinal de reorganização no setor.






























