O ator Cauã Reymond afirmou que encerrou, em 2025, sua parceria publicitária com uma casa de apostas, após cerca de um ano de contrato, antes da proibição federal das bets. A mudança veio durante a repercussão do depoimento de Virginia Fonseca na CPI das Bets.

Ele contou que via personalidades famosas fazendo propaganda de apostas e não enxergava problema na prática, citando nomes como Galvão Bueno, Vini Jr., Seu Jorge e Ludmilla.

Vi que muitas pessoas faziam propaganda para bets, e eu realmente não vi problema quando vi grandes personalidades fazendo.

disse Cauã Reymond. Depois de reconsiderar, ele assumiu a decisão de encerrar o contrato. "A decisão, óbvio, é minha, sou responsável. Mas achava que não via um grande problema nisso. Mas faz parte. A gente aprende", afirmou o ator.

Segundo o F5, da Folha de S.Paulo, Cauã recebeu cerca de R$ 22 milhões pelos 12 meses de contrato com a casa de apostas. A equipe do ator contestou o valor, negando que correspondesse à realidade.

Outras celebridades fizeram avaliação parecida. O influenciador Felipe Neto chamou de "a pior coisa" que fez ter divulgado bets.

A atriz Piovani criticou publicamente outros famosos que fizeram propaganda de apostas, como Galvão Bueno e Vini Jr. O caso de Cauã mostra o mesmo recuo, mas antes de a proibição virar lei.

O que acontece agora

A medida provisória assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro obriga a retirada de propagandas de apostas até 5 de outubro. Sites e aplicativos de bets devem parar de operar no Brasil a partir do dia 6.

Pesquisas recentes mostram apoio crescente à proibição entre a população.