A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida contra um grupo de oito jovens, de 19 a 31 anos, que planejava invadir prédios públicos e atacar um debate presidencial em Brasília durante as eleições de outubro de 2026, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os investigados não se conheciam pessoalmente, mantendo contato apenas por canais abertos no Telegram, e não têm antecedentes criminais. Não houve mandados de prisão nesta etapa.
A investigação começou em junho, depois que o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública, identificou as conversas do grupo, que discutia invasão de prédios na Esplanada dos Ministérios e no Supremo Tribunal Federal, além de um suposto atentado a bomba durante debate eleitoral. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, disse que o laboratório foi essencial para "compartilhar informações estratégicas e coordenar esforços".
O que foi apreendido com o grupo
Os policiais apreenderam manuais para fabricação de artefatos explosivos, mapas da região central de Brasília e a planta baixa do Palácio do Planalto, além de material com conteúdo neonazista, antissemita e misógino compartilhado entre os investigados.
Quais crimes são investigados
O inquérito da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) apura associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações da legislação antirracismo. Segundo a PCDF, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo até o momento.














