O presidente do Ceará, João Paulo Silva, admitiu nesta quinta-feira (1º) um passivo de R$ 240 milhões em impostos, folha, fornecedores e contratos. O clube pagou só parte dos salários atrasados de setembro e condicionou a quitação total à permanência na Série B.
O clube perdeu cerca de R$ 130 milhões em receita com o rebaixamento à Série B, e o déficit já havia chegado a R$ 85,8 milhões na temporada passada.
Os atrasos de setembro, segundo o presidente, vieram de atrasos no recebimento de valores esperados pelo clube.
Nosso passivo - imposto, folha para pagar, fornecedor, contrato - hoje é algo em torno de R$ 240 milhões. Os jogadores estão cientes. Todos concordaram.
declarou João Paulo Silva à rádio Verdinha. Na prática, o caixa do clube passou a depender diretamente da permanência do time na Série B.
O presidente afirmou que tenta fechar dois patrocínios, também condicionados à permanência. O Ceará soma 36 pontos, seis à frente da zona de rebaixamento, e enfrenta o Avaí na próxima rodada.
O elenco feminino ainda não recebeu os salários atrasados.
O presidente disse que o pagamento sai em breve e negou qualquer plano de encerrar a equipe, que se prepara para o Campeonato Cearense. A crise ligada ao rebaixamento também afeta o futebol feminino de outros clubes, como Grêmio e Inter.
Lula sancionou, em setembro, a lei que garante igualdade salarial no futebol feminino.
O que acontece agora
O Ceará enfrenta o Avaí na próxima rodada da Série B, direto concorrente na briga contra o rebaixamento. O clube segue negociando os dois patrocínios e a regularização dos salários do elenco feminino, sem data definida.






























