A aprovação do governo Lula caiu para 46% e a desaprovação subiu para 49%, segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10). É a segunda leva seguida em que a rejeição supera a aprovação. O instituto ouviu 2.001 eleitores entre 7 e 9 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Na pesquisa anterior, divulgada em 3 de agosto, a aprovação estava em 47% e a desaprovação em 48%. A variação de um levantamento para o outro fica dentro da margem de erro.

Mas confirma uma segunda leitura seguida com a rejeição maior que o apoio ao governo.

Na avaliação da gestão federal, 34% dos entrevistados classificaram o governo como ótimo ou bom. Outros 21% disseram regular. A fatia que considera a administração ruim ou péssima chegou a 44%, a maior das três categorias.

Rejeição dos principais nomes de 2026

A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos mais citados para a corrida presidencial. Flávio Bolsonaro aparece com a maior rejeição, 50%. Lula vem em seguida, com 48%.

Os demais nomes testados têm rejeição bem menor: Ronaldo Caiado tem 32%, Romeu Zema, 31%, e Renan Santos, 29%. É um grupo ainda pouco conhecido do eleitorado em nível nacional, o que ajuda a explicar o índice mais baixo.

Lula e Flávio, simulação de 1º e 2º turno

No cenário de primeiro turno, o instituto mediu Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 35%. Nenhum outro nome testado passa dos dois dígitos nessa simulação, segundo o resumo divulgado pelo BTG/Nexus.

No segundo turno, a distância diminui: Lula tem 47% contra 44% de Flávio. Como a diferença de três pontos é menor que a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08428/2026, conforme exige a legislação eleitoral para divulgação de levantamentos desse tipo.

O que a queda de dois pontos ainda não responde

Duas pesquisas seguidas do mesmo instituto, uma semana entre elas, mostram o mesmo movimento: aprovação caindo, desaprovação subindo. Ainda é cedo para dizer se é tendência ou oscilação dentro da margem de erro.

O próximo levantamento do BTG/Nexus vai dizer se a piora de agosto se firma ou se o quadro volta ao equilíbrio observado até a primeira semana do mês.