O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira (10) matou ao menos 111 pessoas e deixou 87 feridas, segundo o balanço mais recente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao país vizinho e colocou o Brasil "à disposição" para ajudar na resposta à emergência.
O epicentro ficou em San José del Palmar, no departamento do Chocó, a cerca de 284 km de Bogotá. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo teve profundidade de 107 quilômetros.
O tremor foi sentido também no Equador e no Panamá. Não houve alerta de tsunami.
As áreas mais afetadas foram o Chocó e as cidades de Cali, Pereira, Manizales, Quibdó e Armenia.
Ao menos 20 prédios desabaram em Cali, onde há vítimas presas sob os escombros. Seis aeroportos do país suspenderam operações. Em Bogotá, o tremor causou só rachaduras, sem danos estruturais graves.
O presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, decretou estado de emergência nacional e instalou o Comitê Nacional para o Manejo de Desastres, além de um Posto de Comando Unificado para centralizar as buscas e o resgate das vítimas soterradas.
"O governo nacional mobilizou todos os seus recursos para proteger vidas", disse De La Espriella.
A resposta do Brasil
Em nota, Lula afirmou: "Recebi com preocupação a notícia do forte terremoto que atingiu hoje a Colômbia, com epicentro no departamento de Chocó."
O presidente completou: "Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário."
O Itamaraty informou que não foram identificados brasileiros entre as vítimas até a tarde desta segunda-feira e afirmou manter acompanhamento consular ativo sobre a situação.
Em nota, o ministério fez votos de plena recuperação aos feridos e se colocou à disposição para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência.
Outros países que já se ofereceram para ajudar
O Brasil não foi o único a se manifestar. O Equador ofereceu 47 socorristas e cães especializados em buscas, segundo o presidente Daniel Noboa.
Os Estados Unidos, pelo secretário de Estado Marco Rubio, e o México, pela presidente Claudia Sheinbaum, também colocaram seus governos à disposição da Colômbia. Israel fez oferta semelhante.
Nenhum dos países informou, até esta segunda-feira, quando o apoio deve chegar ao território colombiano.














