O Ministério da Saúde passou a oferecer pelo SUS quatro novos medicamentos de alto custo para asma grave e psoríase, com efeito a partir de agosto. A Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 68, de 30 de julho, inclui os remédios benralizumabe, omalizumabe e mepolizumabe para asma, além de uma versão biossimilar do ustequinumabe para psoríase.
Para a psoríase, a novidade é o ustequinumabe 45 mg em solução injetável, agora também em versão biossimilar. O remédio original já estava disponível no SUS desde 2019, por uma portaria anterior que também incluiu adalimumabe, secuquinumabe e etanercepte.
O uso vale para psoríase vulgar, pustulosa generalizada e gutata, em pacientes a partir de 18 anos, com limite de 4 unidades por cadastro.
Quem tem direito aos remédios para asma?
Três medicamentos passam a cobrir diferentes perfis de asma grave. O benralizumabe, a R$ 3.227,99, atende adultos com asma alérgica, não alérgica ou mista. O omalizumabe, a R$ 353,92, vale a partir dos 6 anos, para asma alérgica ou mista.
Já o mepolizumabe é só para crianças.
A R$ 820,90 por aplicação, o mepolizumabe (40 mg) é indicado para crianças de 6 a 11 anos com asma alérgica e mista.
Como funciona o acesso pelo SUS?
Os quatro remédios integram o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), destinado a medicamentos de alto custo. Para conseguir o tratamento, o paciente precisa de uma Autorização de Procedimento Ambulatorial de Alta Complexidade (APAC), documento exigido para liberar esse tipo de remédio pelo SUS.
A portaria também mexeu em dois tratamentos já existentes. O metotrexato passou a cobrir a dermatite atópica grave, incluindo o quadro conhecido como prurigo de Besnier.
Já o infliximabe teve a quantidade máxima ampliada para 18 unidades por procedimento.
Foi em 2019 que o SUS passou a oferecer o ustequinumabe original para psoríase, ao lado de outros três remédios biológicos.
A atualização de 2026 repete o remédio numa versão biossimilar e, pela primeira vez no mesmo pacote de medidas, estende a cobertura à asma grave.
As mudanças valem a partir de agosto, quando o Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) passa a processar as novas regras.
O que a ampliação significa na prática
Para quem vive com asma grave ou psoríase, a diferença é financeira. Um tratamento como o benralizumabe custa R$ 3.227,99 por aplicação, valor fora do alcance da maioria das famílias sem cobertura pública.
Ao incluir os quatro remédios no Ceaf, o SUS transforma esse custo em gratuidade, mediante a autorização pela APAC.














