O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (10) um relatório de gestão do Pix que detalha novidades futuras, como o Pix internacional e o Pix em garantia. Em 2025, o sistema registrou R$ 35,36 trilhões em transferências, recorde e alta de 33,6% sobre os R$ 26,46 trilhões de 2024.

O relatório prevê, para 2026, a cobrança híbrida, a quitação de duplicatas e o chamado split tributário, ligado à reforma tributária.

Já o Pix internacional, com parcerias no exterior para uso de QR Codes em transações em tempo real, e o Pix em garantia ficam para os anos seguintes, sem prazo definido.

O documento não cita o Pix parcelado, hoje usado por 60 milhões de pessoas sem cartão. Segundo o Banco Central, a padronização das regras dessa modalidade também está prevista, mas ainda sem data.

Mensagens indevidas e alerta de golpe

O Banco Central informou que está discutindo o uso indevido do campo de mensagens das transações.

"Esse campo tem sido utilizado, em algumas situações, para fins alheios ao propósito original, como veículo para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório", explicou o Banco Central.

Por isso, a instituição criou neste ano um grupo de trabalho no Fórum PIX, com associações do setor de pagamentos.

"Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens", informou o órgão.

O Banco Central também trabalha para padronizar o alerta de golpe, funcionalidade que avisa clientes sobre possível fraude no momento da transação. Em outubro de 2025, as instituições passaram a oferecer um botão de contestação sem necessidade de interação humana.

O que já mudou no Pix

Desde o lançamento, em 2020, o sistema ganhou o Pix Cobrança, que substitui o boleto, o Pix Saque e Troco, o Pix Agendado, o Pix por Aproximação, o Pix Automático (equivalente ao débito automático) e a integração com o Open Finance.

O crescimento do Pix ocorre em meio à pressão do governo de Donald Trump, que aplica sobretaxa a produtos brasileiros e alega que o sistema prejudica a competição de empresas americanas.