A duas semanas da eleição, a disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado segue indefinida. A 4ª rodada da pesquisa Datatempo, divulgada neste sábado (19), mostra Marília Campos (PT) na frente, com 13% da soma dos dois votos.

Aécio Neves (PSDB) aparece em segundo, com 10,3%, seguido por Carlos Viana (PSD), com 9,8%, e Domingos Sávio (PL), com 7,2%. A margem de erro de 3,1 pontos faz os três primeiros se sobreporem estatisticamente.

Branco ou nulo somam 17,1%, e 21,5% dos eleitores ainda não decidiram o voto. A pesquisa aponta "empate técnico, considerando a sobreposição nos intervalos dos candidatos que estão à frente numericamente".

A pesquisa foi contratada pela Sempre Editora, ouviu 1.000 pessoas em entrevistas domiciliares entre 9 e 12 de setembro, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MG-00468/2026 e BR-02329/2026.

Por que o segundo voto importa

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,3 milhões de eleitores aptos a votar em 2026. Cada um pode escolher dois nomes para o Senado, mas nem sempre usa os dois votos, segundo os próprios candidatos.

A duas semanas da eleição, os candidatos mudaram de estratégia para lembrar o eleitor desse segundo voto. Áurea Carolina (PSOL) foi a primeira a fazer isso abertamente, destacando sua candidatura como mulher negra.

Marília Campos (PT) rebateu a rejeição de parte do eleitorado. "A gente tem que conversar com todo mundo", disse, criticando a polarização da campanha.

O presidente Lula também saiu em defesa de Marília e Áurea nas últimas semanas de campanha, rebatendo o chamado "voto Marécio", aliança informal entre eleitores de Aécio Neves e Marília.

Com quatro candidatos na margem de erro e um em cada cinco eleitores ainda indeciso, a vaga só deve ficar definida na apuração dos votos no dia da eleição.

Quem são os candidatos

Minas Gerais tem 17 candidatos disputando as duas vagas no Senado neste ano. Domingos Sávio (PL) defende políticas de oportunidade e desburocratização, enquanto Marcelo Aro (PP), ex-secretário do governo Zema, também pede o segundo voto após queda na corrida.

Aécio Neves, Carlin Moura (Avante) e Manoel Carvalho (MDB) mantiveram as inserções de campanha sem mudanças nesta reta final. A propaganda eleitoral no rádio e na TV segue até o fim de setembro, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.