O meia Granit Xhaka, capitão da Suíça na última Copa do Mundo, é investigado pelo Ministério Público de Lucerna por suposta compra de um certificado falso de vacinação contra a Covid-19. Hoje no Sunderland, da Inglaterra, o jogador de 33 anos nega qualquer irregularidade.
Foi como capitão que ele liderou a fase de grupos da Suíça no Mundial deste ano, disputado nos Estados Unidos e no Canadá.
Segundo o jornal suíço Blick, a investigação começou depois de uma operação policial contra uma médica acusada de falsificar certificados de vacinação durante a pandemia. As buscas no consultório dela ocorreram em 2023 e apreenderam provas envolvendo dezenas de pessoas.
O caso chega dias depois de a seleção suíça encerrar a fase de grupos do Mundial contra o Catar, com Xhaka em campo como capitão.
O que diz a Procuradoria
Simon Kopp, porta-voz da Procuradoria de Lucerna, explicou o objetivo da apuração em declaração ao jornal.
O objetivo é esclarecer se houve alguma conduta criminalmente relevante relacionada à possível obtenção fraudulenta de um certificado falso.
Xhaka será interrogado pela Justiça suíça no início de outubro. A assessoria do jogador informou que ele "está totalmente à disposição das autoridades e cooperará de forma transparente".
Ele tem confirmação médica de que foi vacinado pela primeira vez em 25 de janeiro de 2022 e pela segunda vez em 11 de novembro do mesmo ano, segundo a nota.
Não é a primeira polêmica do meia com a Covid
Em setembro de 2021, no Arsenal, Xhaka teve Covid-19 depois de recusar a vacina, contra a recomendação das autoridades suíças, e ficou fora de dois jogos pela seleção. Teve um segundo diagnóstico em janeiro de 2022, antes da primeira dose que a nota agora cita.
Xhaka é o recordista de jogos pela seleção suíça, com 152 atuações, e usou a braçadeira de capitão na campanha da Suíça na Copa do Mundo de 2026, a terceira dele no torneio.
O que acontece agora
O jogador foi convocado pelo técnico Murat Yakin para as quatro primeiras rodadas da Liga das Nações, entre o fim de setembro e o início de outubro, mesma janela em que precisa se apresentar à Justiça suíça para o interrogatório.





























