A fazenda de Vitor Penido de Barros produz café há cerca de 15 anos em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Há quatro meses, a neta dele, Letícia Barros, transformou os grãos em marca própria, o Café Cumbré, numa tradição que atravessa gerações.

Letícia trabalhava como consultora tributária quando decidiu se aproximar da rotina da fazenda. "Posso dizer que pausei a carreira tributária e pousei ao lado do meu avô", conta.

Vitor é produtor de café há cerca de 15 anos e vive em Itapecerica há mais de 35 anos. Sua propriedade emprega mais de 70 pessoas.

A mudança começou há cerca de 1 ano e meio, quando Letícia passou a estudar a qualidade do café da propriedade. Com apoio da Emater e de um agrônomo, ela entendeu melhor os processos de produção, avaliação e classificação dos grãos.

O café da fazenda já era bem avaliado pela cooperativa para comercialização e exportação, mas Letícia queria descobrir se havia ali um potencial diferente. Fez cursos de gestão estratégica no agronegócio e estudou cafés especiais em Belo Horizonte.

Itapecerica já havia virado destino de turismo rural com outra tradição local: a criação de ovelhas também transformou propriedades da região em roteiro gastronômico.

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O momento é favorável para o setor: a safra brasileira de café bateu recorde em 2026, com 67,6 milhões de sacas.

O Sul de Minas também vive em alta: festivais dedicados aos grãos especiais da região atraem visitantes o ano todo.

Hoje, avô e neta dividem a mesma lavoura: ele planta, ela torra.