Minas Gerais registrou 140 acidentes aéreos e 71 mortes nos últimos dez anos, segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Só neste ano, já são nove ocorrências no estado, com quatro mortes registradas até outubro.
Dois desses acidentes aconteceram na mesma sexta-feira (9), com menos de cinco horas de diferença. Um monomotor caiu sobre o trilho do metrô perto da estação São Gabriel, em Belo Horizonte, e o piloto morreu.
Horas depois, um avião da Polícia Militar caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, entre Ipatinga e Santana do Paraíso. Os três policiais a bordo morreram, e os corpos foram liberados pelo IML no dia seguinte.
O Aeroporto da Pampulha concentra os casos
O Aeroporto da Pampulha concentrou 13 acidentes e 12 mortes na última década. Em maio, um monomotor caiu três minutos após decolar e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, matando três pessoas.
Três meses depois, outro monomotor que havia saído da Pampulha caiu em Mateus Leme, na Região Metropolitana. O piloto acionou o paraquedas da aeronave antes do impacto e sobreviveu.
O recorte municipal já havia sido mostrado por esta reportagem: BH teve 6 quedas de avião em 10 anos, 3 delas partindo do mesmo aeroporto.
O levantamento do Cenipa amplia esse retrato para o estado inteiro, mostrando que o problema não é só de Belo Horizonte, mas de Minas como um todo. O caso do monomotor que caiu no pátio do metrô também entra nessa conta.
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Segundo um professor de aviação da PUC Minas, a maioria dos acidentes tem explicação humana, não mecânica.
Em média, 80% dos acidentes têm como fator contribuinte principal o fator humano.
afirmou o professor, que lembrou que os equipamentos modernos têm alta confiabilidade graças a engenharia redundante e inspeções periódicas frequentes.
O aniversário que marca este domingo
Neste 11 de outubro completam-se dois anos da queda de um helicóptero dos bombeiros em Ouro Preto, na Região Central do estado. A aeronave fazia buscas por sobreviventes de um acidente anterior quando caiu em uma serra íngreme.
A tragédia matou seis pessoas: quatro bombeiros, um enfermeiro e um médico do Samu que integravam a equipe de resgate.
As causas dos acidentes de sexta-feira (9) ainda estão sob investigação do Cenipa, que não divulgou prazo para concluir os laudos preliminares dos dois casos.





























