Lula (PT) aumentou a produção de vídeos no formato selfie depois do 1º turno e viu o engajamento subir. Entre 5 e 9 de outubro, o presidente somou 29,2 milhões de interações em 167 publicações nas redes, segundo levantamento da Bites.

A média foi de 175 mil interações por post, alta de 22% em relação aos cinco dias anteriores ao 1º turno, votado em 4 de outubro. No dia seguinte, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sugeriu mais vídeos selfie.

A sugestão foi acatada. Entre 7 e 9 de outubro, o presidente publicou mais de dez vídeos nesse formato, sozinho ou ao lado de aliados.

O engajamento maior não mudou a proporção entre elogios e críticas. Segundo a Bites, 46% das menções a Lula nas redes em português são negativas, contra 22,8% positivas, percentual parecido com o da semana anterior ao 1º turno (48,5% e 22,4%).

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Lula ganhou 1,05 milhão de seguidores entre 5 e 9 de outubro, alta de 2,67%. É quase o mesmo total que ele levou sete semanas de campanha para conquistar: 1,423 milhão de novos seguidores desde 16 de agosto até o 1º turno.

"Faz uma selfie, eu não gosto. Hoje, eu resolvi fazer", disse Lula, sobre a mudança de hábito diante das câmeras.

Na mesma semana, Lula admitiu que a campanha do 1º turno não aproveitou todo o seu potencial: "a campanha menos organizada que participei desde 1989", disse, sobre o período anterior ao 2º turno.

Em 8 de outubro, Lula publicou nove vídeos selfie no mesmo dia, dois sozinho e sete ao lado de aliados e influenciadores digitais, caso da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos e mais de 2 milhões de seguidores no Instagram.

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A guinada consolida uma estratégia que a campanha já testava desde a primeira semana do 2º turno, quando Lula prometeu "mais rua e mais selfie" após críticas internas e, dias depois, estreou o primeiro vídeo no formato convocando eleitores às ruas.

O que acontece agora

O 2º turno será decidido em 25 de outubro. Antes disso, Lula e Flávio Bolsonaro vão a sabatinas marcadas pela Globo para 15 e 16 de outubro, que devem reduzir o espaço das redes como palco da disputa.

A primeira pesquisa do 2º turno, divulgada antes da virada nas redes, já apontava Flávio Bolsonaro com 4 pontos de vantagem sobre Lula.