A safra de café do Brasil deve fechar em 67,6 milhões de sacas em 2026, segundo o terceiro levantamento da Conab, divulgado nesta quinta-feira (24). É a maior produção da série histórica da estatal, com alta de 19,6% sobre 2025.

A área plantada soma 1,95 milhão de hectares, crescimento de 5,1% ante o ano passado. O rendimento médio subiu de 30,4 para 34,6 sacas por hectare, alta de 13,8%.

Por variedade, o café arábica soma 48,2 milhões de sacas, alta de 34,8% sobre 2025. Já o conilon somou 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6% no mesmo período.

Minas Gerais lidera a produção nacional, com 34,96 milhões de sacas de arábica. O Espírito Santo, principal produtor de conilon, colheu 12,1 milhões de sacas, queda de 14,3% em relação a 2025. Os dois estados somam a maior parte da colheita nacional de 2026.

O boletim reflete 99% da área nacional já colhida.

As exportações também aceleraram: o Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas de 60 kg em agosto, alta de 43,2% sobre agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, porém, os embarques somaram 24,6 milhões de sacas, 6,6% abaixo do mesmo período do ano passado.

Relembre o caso

A previsão de recorde já vinha se confirmando ao longo do ano. Em julho, a Conab já apontava o Brasil caminhando para uma safra recorde, enquanto a Colômbia via sua produção cair.

Em Minas Gerais, a colheita no Cerrado Mineiro também chegou perto de 99% da área em setembro, com rendimento de 455 litros por saca, um dos melhores resultados dos últimos anos, segundo a Expocacer.

Já uma pesquisa da Faemg Senar com a UFLA projetava alta de 32,5% só na safra mineira, para 33,4 milhões de sacas de arábica.