O pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, viajou mais de 2 mil km de ônibus de Imperatriz (MA) a Belo Horizonte (MG) para conhecer uma mulher que conversava com ele nas redes. Ao chegar, descobriu que ela não existe: é gerada por inteligência artificial.
A mulher se apresenta nos vídeos como Jéssica Oliveira, ou Jessica Fazendeira, e acumula mais de 300 mil seguidores. Ela diz estar divorciada e à procura de um homem para morar em uma fazenda.
O perfil também faz anúncios de uma plataforma de vendas na internet. Segundo Edimar, ele mantinha conversas privadas com a mulher, mas viajou sem endereço algum.
Eu vim em busca de uma felicidade, né? Eu tenho 49 anos, sou divorciado, saí sexta-feira de Imperatriz (MA) e cheguei aqui [a Belo Horizonte] domingo (11).
contou Edimar ao g1.
Ao chegar a BH, ele perguntou a pessoas na rua se conheciam a mulher e pediu ajuda a uma rádio. Só percebeu o golpe porque ninguém a conhecia.
"Eu já andei com várias fotos, mostrando e perguntando se alguém conhecia essa pessoa e todos falaram que não. Então, eu me senti enganado", relatou Edimar.
Edimar está afastado pelo INSS e diz que não desconfiou de golpe porque a mulher nunca pediu dinheiro.
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Ao contrário, era ela quem se oferecia para pagar a passagem dele e buscá-lo, o que reforçou a confiança de Edimar no perfil.
Casos de perfis falsos gerados por IA têm se multiplicado nas redes sociais brasileiras.
As fraudes de identidade digital, que incluem perfis falsos e golpes que usam tecnologia para enganar biometria facial, cresceram no Brasil em 36,6% só no primeiro trimestre de 2026, segundo a Serasa Experian.
Como a Prefeitura de BH ajudou Edimar a voltar?
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Belo Horizonte emitiu uma passagem para que Edimar retornasse a Imperatriz, no Maranhão, depois de ele relatar o caso às autoridades municipais, assim que o golpe foi descoberto.
O g1 também tentou contato com o perfil, por mensagem privada.





























