O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (13) que vai votar a favor do fim da escala 6x1 no Senado e que acredita que a maioria dos senadores do PL fará o mesmo. A votação está marcada para quarta-feira (14).

É uma mudança de posição. Na semana anterior, Flávio havia chamado de "oportunista" a iniciativa de Lula (PT) de levar a discussão ao Congresso durante o 2º turno e defendido que o tema só fosse debatido depois da eleição, em 25 de outubro.

A reviravolta mostra como o fim da escala 6x1 deixou de ser bandeira só do governo e virou consenso às vésperas do 2º turno.

A jornalistas, depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio disse:

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Vou votar a favor da PEC que acaba com a escala 6 X 1. Eu gostaria que ela fosse ainda mais aprimorada.

A declaração veio depois do anúncio de apoio de 17 diretórios estaduais do MDB à candidatura de Flávio, em evento em São Paulo com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

Flávio disse não ter certeza sobre o posicionamento de toda a bancada do PL, e afirmou considerar necessários ajustes no texto em discussão no Senado, sem detalhar quais mudanças pretende propor.

A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, sem redução salarial. O texto foi aprovado pela Câmara em maio e está em análise no Senado.

Como foi a mudança de posição de Flávio?

Até a semana passada, Flávio classificava a proposta de Lula como oportunismo eleitoral. Em 7 de outubro, ele disse que o fim da escala 6x1 não ajudaria a reduzir o desemprego.

No mesmo dia, Lula desafiou Flávio a votar a favor da PEC no Senado.

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Dois dias depois, o senador Cleitinho (MG) já dizia que Flávio havia se comprometido a votar pelo fim da escala. Alcolumbre já havia confirmado a data desta votação em 9 de outubro.

O que acontece agora

O Senado vota a PEC em 1º turno nesta quarta-feira (14). Por ser mudança constitucional, são necessários votos favoráveis de ao menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação.

Flávio não detalhou que ajustes quer apresentar ao texto, nem como seria a compensação que defende do governo federal às empresas pelo impacto da medida.