Estudantes da Universidade de Brasília fizeram nesta terça-feira (13) um ato de apoio à reeleição de Lula (PT) no Museu da República, em Brasília. Movimentos também foram às ruas em Teresina, no Piauí, a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais.
No ato em Brasília, convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB e pela União Nacional dos Estudantes (UNE), manifestantes fizeram acrobacias, tocaram trompetes e cantaram sob o lema "Bolsonaro nunca mais".
Entre as pautas estavam o fim da escala 6x1, o combate ao fascismo e a defesa da soberania nacional, da democracia e da universidade pública.
Em publicação nas redes sociais, o DCE da UnB convocou os estudantes para o ato:
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Só existe uma forma de derrotarmos a extrema direita: é hora de retomar as ruas. Sabemos que as universidades correm o risco de deixar de existir, de serem privatizadas, de a educação pública e gratuita ser trocada por um projeto elitista e que cala as dissidências. Não vamos deixar.
Em Teresina, a mobilização "Piauí é Lula" reuniu manifestantes com cartazes em defesa do SUS e de projetos sociais. A passeata saiu às 17h50 do Parque da Cidadania e seguiu até a Praça da Liberdade, com apresentações de artistas piauienses.
Organizaram o ato no Piauí o PT estadual, o PCdoB e movimentos estudantis e sindicais; o trânsito ficou parcialmente interditado durante o percurso da passeata.
Qual é o cenário da disputa nas ruas?
As manifestações desta terça se somam a uma onda maior. No fim de semana, atos de apoio a Lula tomaram 76 cidades.
Na Avenida Paulista, em São Paulo, o ato de domingo (11) reuniu cerca de 1 milhão de pessoas. Outro grande ato ocorreu em Copacabana, no Rio, na segunda (12).
A mobilização estudantil já havia passado pelo Rio. A UNE levou estudantes às ruas em ato pela reeleição de Lula no dia 7 de outubro.
A resposta da campanha de Flávio Bolsonaro também é de rua. Aliados do candidato pressionam por mais mobilização, e o PL marcou um ato na Avenida Paulista para o próximo domingo (18).
Em setembro, porém, um ato de Flávio na Paulista teve o menor público em três anos, o que ajuda a explicar a pressão dos aliados por uma resposta maior agora.
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No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos no país, contra 45,16% de Lula, segundo o TSE. No Piauí, porém, Lula venceu com 70,99%, o maior percentual entre os estados.
O que acontece agora
O segundo turno acontece em 25 de outubro. Antes disso, a disputa seguiu também nas redes. O TSE mandou Flávio apagar um vídeo que associou o Chile a um ato de Lula nesta mesma terça-feira.
Novos atos de rua são esperados dos dois lados até a véspera da votação, incluindo o já marcado para a Paulista no domingo (18).





























