O Itamaraty informou nesta terça-feira (13) que o número de brasileiros mortos na guerra entre Rússia e Ucrânia subiu para 40, segundo balanço atualizado enviado ao Metrópoles. Outros 108 estão classificados como desaparecidos em combate nos dois lados do conflito.
Do total de mortos, 38 combatiam pelo Exército ucraniano e dois pelo lado russo. Entre os desaparecidos, 98 estavam vinculados às forças da Ucrânia e 10 às da Rússia.
Segundo o Itamaraty, os dados resultam de comunicações oficiais dos governos da Ucrânia e da Rússia ao Brasil. A classificação de desaparecido em combate não significa necessariamente morte confirmada.
O total de casos, somando mortos e desaparecidos, mais que dobrou em seis meses: eram 67 em fevereiro e chegaram a 140 em agosto, segundo o Itamaraty.
O Itamaraty trata o alistamento como escolha individual, sem autorização do Estado, e por isso não sabe quantos brasileiros estão no front.
Como funciona o recrutamento de brasileiros
Brasileiros podem se alistar pelo canal oficial ucraniano International Legion for the Defence of Ukraine, que aceita voluntários de 18 a 60 anos e paga entre US$ 550 e US$ 4.800 por mês, conforme a exposição ao combate.
Há também recrutamento privado e fraudulento, por contato nas redes sociais com anúncios enganosos de empregos civis. A Anistia Internacional já documentou fraude, coerção e tráfico de pessoas em casos ligados ao recrutamento pelo lado russo.
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Este Ministério não dispõe de estatísticas de brasileiros engajados em conflitos
Segundo o Itamaraty, o alistamento é um ato personalíssimo que independe de autorização do Estado brasileiro. A pasta desaconselha viagens à Ucrânia e alerta que a assistência consular fica severamente limitada em zona de guerra.
Alistar-se em exército estrangeiro não é crime automático no Brasil, mas atos praticados durante o conflito podem gerar responsabilização penal sob leis brasileiras aplicáveis a fatos ocorridos no exterior.
Horas antes, um ataque atingiu o prédio onde ficavam voluntários brasileiros na Ucrânia.
Em setembro, um brasileiro que sonhava em ser militar morreu em combate no país.
O que acontece agora
As embaixadas brasileiras em Kiev e em Moscou seguem em contato com autoridades locais para confirmar casos de morte e desaparecimento. O Itamaraty afirma oferecer pequenos auxílios a brasileiros em situação de vulnerabilidade, sem detalhar quantas famílias foram atendidas.
A guerra segue ativa: nesta terça, a Ucrânia suspendeu por 48 horas os ataques a refinarias russas, mais de quatro anos depois do início do conflito.





























