A governadora Raquel Lyra (PSD) votou neste domingo (4) em Caruaru dizendo que fez "tudo que estava ao alcance", na mesma eleição em que duas pesquisas divulgadas na véspera chegam a conclusões opostas sobre o destino da disputa pelo governo de Pernambuco.
O que cada pesquisa mostra
A Datafolha deu 49% dos votos válidos a Lyra e 48% ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) — resultado que, dentro da margem de erro de 2 pontos, levaria a disputa ao segundo turno.
Já a Quaest deu 52% a Lyra e 47% a Campos, patamar suficiente para reeleger a governadora ainda no primeiro turno, sem necessidade de nova votação.
As duas pesquisas foram feitas no mesmo fim de semana, encomendadas por veículos diferentes, com metodologia e período de coleta próprios. É esse tipo de diferença técnica que explica números distintos mesmo na mesma reta final.
Uma queda e uma disputa que já foi mais clara
A distância entre os dois cenários não é novidade isolada desta semana. Lyra tinha 8 pontos de vantagem em agosto e viu a margem encolher para um empate técnico já no fim de setembro.
Na campanha, Lyra prometeu climatizar os ônibus do Recife, medida de apelo popular numa disputa que ela já soube ser apertada.
Em 2022, Lyra só foi eleita no segundo turno, contra Marília Arraes. Ao votar hoje, ela repetiu a mesma estratégia daquela campanha: evitou citar a adversária e não se posicionou sobre a eleição presidencial.
Campos, por sua vez, é aliado declarado do presidente Lula (PT) na disputa estadual, o que torna o resultado em Pernambuco também um termômetro da força do PT no Nordeste.
Na campanha, ele prometeu 10 mil bolsas de tecnologia para jovens pernambucanos.
A Quaest ouviu 2.652 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos e 95% de confiança. A pesquisa, que custou R$ 346.086,00, foi registrada no TSE sob o número PE-09665/2026.
O ponto em aberto
Pernambuco entra na noite de apuração sem saber, pelas pesquisas, nem o formato do próprio resultado: um instituto aponta vitória em primeiro turno, outro aponta prorrogação para o fim do mês. A urna é que vai decidir qual dos dois cenários estava certo.
































