O candidato ao Senado por Minas Gerais Domingos Sávio (PL) votou neste domingo (4) no Colégio Roberto Carneiro, em Divinópolis. Ao deixar a seção, ele defendeu uma "faxina geral" no primeiro ano de mandato, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele chegou ao local por volta de 12h30, acompanhado da esposa, segundo o g1. Sávio concorre a uma das duas vagas mineiras ao Senado, disputadas por 16 candidatos ao todo.

Domingos Sávio discursa ao microfone no plenário da Câmara dos Deputados, de terno azul-marinho
Domingos Sávio em discurso no plenário da Câmara; imagem de arquivo (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O que ele disse sobre o STF

Para Sávio, a faxina geral que promete não se limita ao Judiciário. Segundo o candidato, o país precisa de uma reestruturação ampla logo nos primeiros meses de um eventual mandato, atingindo diferentes esferas de poder antes de qualquer outra pauta.

"Nos primeiros meses é a faxina, você tem que fazer uma faxina geral, e não é só no STF, não. Feita a faxina, vamos trabalhar", disse Sávio, ao votar em Divinópolis.

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Nós temos hoje uma Corte Suprema do Brasil em que, ela própria, mostra para o Brasil inteiro que a lei já não é mais igual para todos. A começar por alguns ministros do STF, que se acham acima da lei e pior, enveredam para o caminho do crime. E outros procuram blindar esses criminosos que estão dentro do STF.

Para Sávio, a crítica ao Supremo é parte central de sua candidatura ao Senado. Ele não citou nomes de ministros ao fazer a declaração ao g1.

O candidato também criticou a política social do governo federal, afirmando que o número de moradores de rua tem aumentado no país apesar do discurso oficial sobre redução da pobreza e da miséria.

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Quem mais disputa o Senado por Minas

Sávio concorre com outros 15 candidatos pelas duas vagas mineiras, entre eles Carlos Viana (PSD), Marília Campos (PT), Marcelo Aro (PP), Áurea Carolina (Psol) e Aécio Neves (PSDB). Pesquisas divulgadas na véspera da eleição mostraram empate técnico entre os primeiros colocados.

Sávio já havia defendido a discussão sobre o impeachment de um ministro do STF em agosto, no início da campanha ao Senado.

A votação em todo o país segue até as 17h (horário de Brasília) neste domingo, quando começa a apuração dos votos.