Pesquisas eleitorais no Brasil erram, em média, entre 2,5 e 3,2 pontos percentuais por candidato, segundo um levantamento sobre as três últimas eleições presidenciais. O histórico ajuda a explicar por que institutos diferentes podem divergir entre si sem que nenhum deles esteja tecnicamente errado.

O erro é calculado pela diferença entre o que a pesquisa indicou e o resultado oficial das urnas. Institutos diferentes usam metodologias distintas, o que explica por que duas pesquisas sobre o mesmo estado podem divergir, como ocorreu no Espírito Santo nesta eleição.

Mão de eleitora usa leitor de biometria para confirmar identidade antes de votar na urna eletrônica
Confirmação de biometria antes da votação neste domingo (4); o resultado das urnas é o que confirma ou desmente as pesquisas (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O levantamento, feito pelo site de dados Pindograma, comparou a estimativa final das pesquisas presidenciais com o resultado oficial da votação em cada uma das três últimas eleições. Em 2018, a diferença média foi de 2,46 pontos percentuais por candidato, a menor da série.

Foi o melhor desempenho entre os três pleitos analisados.

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Em 2022, esse erro médio subiu para 2,53 pontos percentuais. Já em 2014, ele chegou a 3,17 pontos, o maior patamar da série histórica.

Pesquisadores do Pindograma avaliam que erros em torno de 2,5 pontos por candidato são resultado esperado em eleições presidenciais, não uma anomalia. É o pano de fundo que explica, por exemplo, por que as pesquisas de Pernambuco discordam sobre haver 2º turno.

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O mesmo movimento apareceu no Rio de Janeiro, onde duas pesquisas divergem sobre quem lidera a disputa ao Senado.

O ponto em aberto

Nenhum instituto cravou com exatidão perfeita os três últimos pleitos presidenciais, e a margem de erro é parte do método, não uma falha dele.

A pergunta que fica para o eleitor diante de qualquer pesquisa nova não é qual delas vai acertar, mas qual intervalo de resultado ela permite quando a margem é somada para os dois lados.