Minas Gerais registrou 249 ocorrências ligadas às eleições até as 14h22 deste domingo (4), segundo balanço do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Das 460 pessoas envolvidas, 86 foram levadas a delegacias da Polícia Civil até aquele horário, e nenhum candidato havia sido conduzido.
Um candidato aparece como envolvido em uma das ocorrências registradas, mas sem condução à delegacia até a última atualização do balanço. O restante do total se divide em ocorrências isoladas de outros crimes, sem detalhamento por tipo.
O que mais pesa no balanço
A divulgação irregular de propaganda eleitoral responde pela maior parte dos casos, com 176 registros. Em seguida vêm as denúncias de boca de urna ou arregimentação de eleitores, com 50 ocorrências.
| Tipo de ocorrência | Casos |
|---|---|
| Propaganda eleitoral irregular | 176 |
| Boca de urna ou arregimentação de eleitores | 50 |
| Outras infrações contra o sistema eleitoral | 4 |
| Fraude no exercício do voto | 3 |
| Concentração ilegal de eleitores | 3 |
| Tumulto ou prejuízo aos trabalhos eleitorais | 3 |
| Uso de alto-falante ou comício/carreata | 2 |
| Corrupção eleitoral ou compra de votos | 2 |
O mesmo TRE-MG apura, em processo à parte, se o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) cometeu crime eleitoral ao usar o celular dentro da cabine de votação em Araxá, com uma "colinha" dos números de candidatos.
O episódio teve desdobramento horas depois: em São Paulo, o ministro Alexandre de Moraes exibiu o próprio celular ao votar, numa resposta indireta à repercussão do caso Zema.
O que acontece agora
O TRE-MG deve atualizar o balanço de ocorrências ao longo da noite, conforme mais boletins forem recebidos das forças de segurança. O número de pessoas levadas a delegacias tende a subir.
Minas Gerais chegou à votação deste domingo com um esquema reforçado: a Polícia Militar mobilizou 40 mil policiais para cobrir as seções eleitorais do estado.































