A pesquisa Datafolha divulgada no sábado (3), véspera do primeiro turno, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% dos votos válidos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 4.006 eleitores, contratada por Folha de S.Paulo e Grupo Globo, com registro no TSE sob BR-01708/2026. Levantamentos regionais mostram Lula mais fraco no Nordeste e Flávio forte no Sul, o que ajuda a explicar o empate nacional.
Os dois concorrem neste domingo (4) à Presidência, em eleição acompanhada de perto por Donald Trump. Nos Estados Unidos, o presidente americano repetiu nesta semana que observa o pleito brasileiro.
Estou analisando a situação como um todo e vamos acompanhá-la bem de perto.
Trump fez a declaração a jornalistas na saída da Casa Branca, na sexta-feira (2), segundo a CNN Brasil. Um dia antes, ele já havia chamado o Brasil de "um país muito importante" e a eleição de "muito importante".
O Departamento de Estado americano nega que influenciar eleições estrangeiras seja estratégia do governo Trump, segundo a porta-voz Amanda Roberson. Pelo país, o eleitor mostra o mesmo impasse da pesquisa.
Em Brasília, o motoboy Joelio Camargo, de 52 anos, disse à AFP que já votou em Lula antes, mas agora está em dúvida: "não vou votar num Bolsonaro, então estou meio perdido", afirmou.
O cacique indígena Bepdjo Mekragnotire, de 45 anos, da aldeia Baú, no Pará, apoia Lula por outro motivo: "nossa preocupação é que, se Flávio vencer, vai ter mais garimpo ilegal, mais desmatamento", disse à AFP.
Em comícios de Flávio, apoiadores chegaram a exibir bandeiras americanas e imagens de Trump, cena pouco comum numa eleição presidencial brasileira. A cena ilustra como a disputa brasileira virou, também, um capítulo da política americana.
Jair Bolsonaro, pai de Flávio e ex-presidente, está inelegível e perdeu o direito de votar após ser condenado a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado de 2022. Foi por isso que o filho assumiu a candidatura da família.
Lula já havia pedido a Trump, em entrevista à CNN em 21 de setembro, que não interferisse no pleito. Na ocasião, disse que o republicano já garantira que os Estados Unidos não pretendem interferir na eleição brasileira.
O que acontece agora
As urnas fecham às 17h, no horário de Brasília, variando por fuso. Os primeiros números saem no fim da tarde. Não havendo candidato com mais de 50% dos votos válidos, Lula e Flávio disputam o segundo turno em 25 de outubro.
































