Adelino dos Santos, de 107 anos, percorreu cerca de 70 km entre Juiz de Fora e Piau, sua cidade natal, para votar no 1º turno deste domingo (4). Ele vota desde os 18 anos e nunca faltou a uma eleição.

Ele mora em Juiz de Fora, mas nasceu em Piau e fez questão de votar lá. Pai de cinco filhos, avô de nove netos e bisavô de três bisnetos, Adelino viu o processo eleitoral mudar do papel para a urna eletrônica.

Eleitor idoso em cabine de votação, segurando uma bengala, em seção eleitoral
Eleitor idoso vota em seção eleitoral; imagem de contexto, não é Adelino dos Santos (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Para Adelino, votar é também uma forma de ensinar as próximas gerações sobre participação cívica.

Vou votar porque preciso deixar exemplo para as próximas gerações, saber respeitar os brasileiros, autoridades, para ser brasileiro de peito aberto e não ter medo de falar a verdade e lutar como eu lutei para criar meus filhos.

Foi o que disse Adelino ao G1.

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Ele guarda em casa os comprovantes de todas as eleições em que votou, desde a primeira, aos 18 anos, em Piau. Ao longo de mais de 80 anos como eleitor, viu o voto em papel dar lugar à urna eletrônica.

"A gente precisa votar, a gente tem que defender o nosso Brasil", disse Valdeci Bezerra, de 81 anos, que integra os 2% da população classificados como "longevos" no país. A aposentada Elenita da Silva, 71, acredita que só o voto pode mudar o país.

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Por que a abstenção é maior entre os idosos

O voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos desde a Constituição de 1988, grupo que soma 16 milhões de eleitores no país. Mesmo assim, a abstenção chegou a 60% em 2022, segundo a Agência Brasil.

Enquanto a maioria dessa faixa etária fica em casa, Adelino decidiu percorrer os 70 km até Piau para não abrir mão do voto. Como mostrou a TV Sim Brasil, quem está na fila até as 17h ainda tem direito de votar, segundo o TSE.

Em Minas Gerais, onze candidatos disputam o governo do estado neste 1º turno.