Lula (PT) reúne nesta sexta-feira (18) o vice-presidente Geraldo Alckmin, o candidato ao governo de SP Fernando Haddad e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet num mesmo ato, às 19h, em Guarulhos. Antes, participa de evento sobre segurança pública no Rio.

O ato "Brasil Pronto pra Mais" ocorre na rua Dom Pedro II, no centro de Guarulhos, e reúne candidatos estaduais e federais da coligação Lula-Alckmin. Mais cedo, o presidente participa no Rio de evento sobre o enfrentamento ao crime organizado.

Do outro lado do espectro, Flávio Bolsonaro (PL) tem um dia mais reservado, com reuniões internas e gravações de campanha em Brasília, sem horário divulgado. Ronaldo Caiado (PSD) participa de sabatina no programa Café com a Gazeta, em São Paulo, às 10h15.

Romeu Zema (Novo) concede entrevista à Rádio Itatiaia pela manhã e participa à noite de debate promovido pelo podcast Inteligência Ltda. e pelo Metrópoles, em São Paulo. Augusto Cury (Avante) visita a sede do Google Brasil e participa do mesmo debate.

Por que tantos aliados de Lula disputam as mesmas vagas em São Paulo?

Aliados de Lula disputam as mesmas vagas em São Paulo porque o Palácio do Planalto tem hoje pelo menos quatro nomes de peso de olho no estado, Haddad, Tebet, Márcio França e Marina Silva, para 1 vaga a governador e 2 ao Senado.

Em fevereiro, o cientista político Samuel Oliveira já apontava o dilema da coligação em São Paulo.

A centro-esquerda paulista entra em 2026 com abundância de nomes e escassez de direção estratégica.

À época, pesquisas de intenção de voto já indicavam Tarcísio de Freitas na frente da disputa pelo governo paulista. Para os aliados de Lula, a abundância de nomes fortes pode virar dispersão de votos nas urnas.

O que acontece agora

Nesta noite, os candidatos se dividem entre o palco de Guarulhos e o debate do Inteligência Ltda. com o Metrópoles, que reúne Zema e Cury às 19h em São Paulo.

O dia reforça a corrida por São Paulo, que já levou aliados de Tarcísio e Haddad a intensificar gastos com marqueteiros na disputa pelo governo estadual.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem concentrado a campanha no Sudeste, região com 42% do eleitorado nacional, o que explica a agenda mais reservada desta sexta.

A aliança entre Lula e Alckmin já rendeu embate na Justiça Eleitoral. O TSE chegou a suspender propaganda do petista por não citar o nome do vice em peças de campanha.