O TSE negou, por unanimidade (7 a 0), o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, tomada nesta sexta-feira (11), mantém o influenciador inelegível até 2032 e fora da disputa presidencial.

A relatora do processo foi a ministra Estela Aranha, e os outros seis ministros seguiram o voto dela sem divergência: Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli.

Dois motivos levaram ao indeferimento. O primeiro é a falta de comprovação do prazo mínimo de filiação ao PRTB, já que Marçal estava filiado ao União Brasil até abril.

O segundo é a inelegibilidade até 2032, por condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo. A pena decorre das eleições municipais de 2024, quando Marçal ofereceu gravações audiovisuais a candidatos a vereador e a prefeito em troca de doações financeiras.

Com a inelegibilidade confirmada, Marçal fica sem acesso ao fundo eleitoral e não pode participar dos debates entre presidenciáveis na TV. A pena de oito anos o tira não só desta eleição, mas também da disputa presidencial seguinte, em 2030.

Em sua defesa perante a Justiça Eleitoral, Marçal argumentou que ainda há recurso pendente para tentar reverter a condenação e a inelegibilidade.

Na mesma sessão de sexta-feira, o TSE aprovou o registro da chapa formada por Augusto Cury e Júlio Delgado, do Avante. Antes desse julgamento, o tribunal já tinha homologado oito candidaturas à Presidência, entre elas as de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

Com os registros analisados até sexta-feira, a disputa presidencial de 2026 soma 12 candidaturas oficializadas. O 1º turno está marcado para 4 de outubro, e o 2º turno, se for necessário, para 25 de outubro.

O que acontece agora

O caso não está necessariamente encerrado. Marçal afirmou à Justiça Eleitoral que vai recorrer da condenação e da inelegibilidade que o tiraram da disputa presidencial.

Enquanto o recurso não é julgado, seguem valendo as restrições impostas em agosto: Marçal está fora dos debates de TV e do fundo eleitoral.