O diretor executivo de futebol do Fluminense, Paulo Angioni, morreu aos 80 anos na madrugada deste sábado (12), no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde o início de setembro tratando um câncer no pâncreas. Angioni vivia a quarta passagem pelo clube, iniciada em 2018.
Em nota, o Fluminense classificou a carreira do dirigente como "uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro" e citou a contribuição dele à formação de jovens jogadores como parte do legado deixado no clube.
Angioni começou a carreira de dirigente nos anos 1980. Passou 14 anos no Vasco e teve passagens por Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia e Olaria antes de se firmar no Fluminense. Foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
O que ele conquistou no Fluminense
Na quarta passagem pelo clube, a mais longa da carreira, Angioni ajudou o Fluminense a conquistar a Taça Rio de 2020 e três Taças Guanabara. Também esteve à frente da Libertadores, da Recopa Sul-Americana e de dois Campeonatos Cariocas.
Ele foi pioneiro na função de diretor executivo de futebol no Brasil, cargo raro no organograma dos clubes quando começou a atuar nele, décadas antes de se tornar comum na Série A.
A trajetória de mais de quatro décadas passou por seis clubes diferentes, mas foi no Tricolor das Laranjeiras que Angioni construiu o capítulo mais longo e mais vitorioso. Ele retornou em 2018 e ali reuniu a maior sequência de títulos da carreira.
A CBF decretou um minuto de silêncio em homenagem a Angioni em todos os jogos das rodadas da Série A e da Série B do Campeonato Brasileiro neste fim de semana.
A homenagem não fica restrita ao Fluminense. Ela alcança os estádios do país inteiro, reflexo do reconhecimento de uma carreira que passou por seis clubes diferentes.
O que acontece agora
O velório de Paulo Angioni acontece neste domingo (13), das 9h ao meio-dia, no Salão Nobre do Fluminense, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O sepultamento está marcado para as 13h, no Cemitério do Catumbi.


























