A disputa por uma das duas vagas de senador pelo Rio de Janeiro é a mais fragmentada entre as pesquisas Datafolha divulgadas neste mês: a deputada Benedita da Silva (PT) lidera com 18% das intenções de voto, mas nenhum dos outros 16 candidatos passa de 10%. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre 8 e 10 de setembro.

Atrás de Benedita aparecem Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), empatados com 10% cada, seguidos por Pedro Paulo (PSD) e Marcelo Crivella (Republicanos), com 7%, e Monica Benicio (PSOL), com 6%. Os demais 11 candidatos somam, juntos, menos de 15% das intenções.

Jordy e Portinho disputam a vaga na mesma chapa do PL que, em agosto, perdeu dois aliados de Flávio Bolsonaro na formação da lista ao Senado fluminense.

Já Crivella só disputa a eleição porque o TSE liberou sua candidatura em agosto, por voto de desempate.

Como o cenário mudou desde agosto

Na comparação com o Datafolha de 21 de agosto, Benedita subiu de 15% para 18%, e Jordy e Portinho avançaram de 8% para 10% cada. Pedro Paulo e Crivella foram de 6% a 7%; Monica Benicio ficou estável em 6%.

O grupo de brancos, nulos e "nenhum" caiu de 23% para 18%, e os indecisos somam 13%. No cenário espontâneo, sem lista de nomes para escolher, a indecisão caiu de 77% para 62% dos eleitores — ainda maioria, mas em queda.

O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, nível de confiança de 95%, registro no TSE sob o número RJ-09217/2026, e foi contratado por Globo e Folha de S.Paulo.

Por que o Senado destoa do Executivo

A fragmentação contrasta com a corrida ao Palácio Guanabara, medida na mesma rodada: Eduardo Paes (PSD) tem 43% no primeiro turno e venceria o 2º turno por 54% a 34% contra Douglas Ruas (PL). Nenhum dos 17 candidatos ao Senado chega perto dessa margem.

Isso porque 17 nomes disputam as duas vagas fluminenses no Senado, contra uma disputa polarizada entre dois nomes fortes para o Executivo estadual.

O que acontece agora

A votação para as duas vagas de senador pelo Rio acontece em outubro. A disputa pela segunda vaga, hoje dividida entre cinco nomes dentro ou perto da margem de erro, é o ponto mais aberto do cenário fluminense.