O deputado federal Patrus Ananias (PT) propôs, em sabatina do jornal O Tempo nesta sexta-feira (11), separar a atual Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais em duas pastas distintas. Turismo migraria para a área de desenvolvimento econômico.

"O mais próximo da cultura é educação. Turismo é fator econômico, então colocaria turismo mais nesse campo", disse o candidato, de 74 anos, durante a entrevista.

Para Patrus, cultura funciona como geração de emprego e renda, enquanto turismo teria mais chance de ação integrada com o setor privado se ficasse ao lado da economia.

Ele negou planos de aumentar o número total de secretarias no estado. Disse que vai trabalhar "com as possibilidades do estado, mas elencando prioridades" em educação, saúde, segurança pública, cultura, meio ambiente e desenvolvimento econômico.

A ideia já foi tentada, e abandonada, em 2019

A proposta de Patrus repete o plano original do governador Romeu Zema. Ele também pretendia pôr Cultura dentro da Secretaria de Educação e Turismo dentro da de Desenvolvimento Econômico, antes de mudar de ideia depois de ouvir os setores.

Zema optou pelo caminho oposto: fundiu as duas áreas, então independentes, numa única secretaria, em 17 de janeiro de 2019. Na época, justificou que a junção seria "mais viável até economicamente" para "gerarem ainda mais empregos e renda", com aprovação da Assembleia Legislativa.

Hoje a Secult é comandada por Bárbara Botega desde setembro de 2025, e reúne instituições como o Arquivo Público Mineiro, museus estaduais e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Patrus aparece em segundo lugar na disputa ao governo de Minas, com 13% das intenções de voto, atrás dos 37% de Cleitinho Azevedo na pesquisa Datafolha mais recente.

Um dia antes dele, o adversário Alexandre Kalil (PDT) também propôs mexer na máquina estadual, defendendo rever isenções de ICMS para financiar a saúde.

O que acontece agora

A série de sabatinas do O Tempo com os candidatos ao governo de MG continua até o dia 18 de setembro. Patrus já havia usado outra entrevista, dias antes, para propor a volta de concurso para professores em Minas.