O TSE aprovou o uso das Forças Armadas em oito estados durante o primeiro turno das eleições de 2026, em 4 de outubro. A medida, batizada de GVA, autoriza Exército, Marinha e Aeronáutica a reforçar a segurança em pontos indicados pelos tribunais regionais.
A sigla significa Garantia da Votação e da Apuração. Cada Tribunal Regional Eleitoral avalia a necessidade local e pede o reforço ao TSE, que aprova e encaminha o pedido ao Ministério da Defesa para o planejamento operacional.
É a mesma ferramenta usada em eleições anteriores para votação em áreas de fronteira, presença do crime organizado ou acesso difícil, não um efetivo criado especialmente para este pleito.
A aprovação veio em três levas. Em 27 de agosto, o plenário autorizou o uso das Forças Armadas em mais de 100 municípios do Acre, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.
A lista inclui as capitais Rio Branco, Fortaleza, Teresina e Rio de Janeiro, além de regiões de fronteira e aldeias indígenas.
Em 1º de setembro, o TSE aprovou pedidos para 30 municípios do Mato Grosso e 10 do Mato Grosso do Sul. Em 8 de setembro, numa sessão administrativa, incluiu o Maranhão e a 37ª Zona Eleitoral do Piauí.
A base legal é o Código Eleitoral, o Decreto nº 3.897/2001 e a Resolução TSE nº 21.843/2004. É o mesmo tipo de reforço logístico que já apoiou o esforço do tribunal contra fake news nesta eleição, agora do lado físico da votação.
O que acontece agora
Com os oito estados aprovados, falta o Ministério da Defesa detalhar o efetivo e os pontos exatos de atuação de cada força antes do dia 4 de outubro. Outros TREs ainda podem pedir reforço até a votação, caso identifiquem risco novo.


























