O presidente do STF, Edson Fachin, negou nesta sexta-feira (11) o pedido de Alexandre de Moraes para julgar em conjunto as investigações contra ele e contra André Mendonça. A sessão extraordinária de terça-feira (15) segue marcada só para o caso de Moraes.
A Petição 16.662 trata de mensagens que a PF encontrou no celular de Daniel Vorcaro mencionando Moraes e pessoas próximas a ele. Já a 16.704 examina um relatório da PF sobre a atuação de Mendonça no mesmo caso.
Fachin separou os dois processos porque a petição contra Mendonça ainda depende de informações que só chegam depois da sessão de terça, e julgá-la agora seria pular uma etapa que a de Moraes já cumpriu.
Moraes argumentou haver "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" se os casos fossem julgados separados. Fachin respondeu que os dois "têm objetos definidos", e que julgar Mendonça agora seria prematuro, pois a instrução preliminar dele "ainda não se encontra concluída".
O decano do STF, Gilmar Mendes, pediu o mesmo nesta sexta: adiar a sessão de terça e julgar os dois casos juntos. "Os acontecimentos dos últimos dias recomendam a apreciação conjunta de ambos os feitos", escreveu.
O que acontece agora
A crise entre os dois ministros já havia escalado nesta semana, com acusações cruzadas sobre sigilo de documentos do caso Master. Antes disso, em 6 de setembro, o plenário chegou a ficar 4 a 3 sobre investigar o próprio Moraes.
Terça-feira mostra se a sessão isolada de Moraes muda esse quadro antes do capítulo de Mendonça, em 23 de setembro.


























