Pablo Marçal (PRTB) apareceu pela primeira vez em pesquisas de intenção de voto à Presidência nesta sexta-feira (21), em levantamentos do Datafolha e do instituto Veritá. Ele registrou candidatura horas antes do prazo do TSE, em 15 de agosto, mesmo enfrentando decisão do TRE-SP que o considera inelegível até 2032.
Na pesquisa Veritá, autofinanciada, com 3.840 entrevistados ouvidos entre 16 e 20 de agosto, Marçal aparece com 5,2% das intenções de voto no primeiro turno.
Lula (PT) lidera com 39,3%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro (PL), com 39,1%.
Renan Santos (Missão) tem 3,8%, Ronaldo Caiado (PSD) 3,3%, Augusto Cury (Avante) 2,2% e Romeu Zema (Novo) 1,3%.
Os cenários de segundo turno
Em simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro venceria Lula por 47,3% a 42%.
Já contra Marçal, o resultado é de empate técnico, 43,6% a 42,7%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Outro instituto, o Datafolha, havia divulgado dias antes um cenário de 47% a 43% para Lula sobre Flávio Bolsonaro, resultado mais favorável ao petista que o do Veritá.
A pesquisa Veritá está registrada no TSE sob o número BR-04006/2026, com nível de confiança de 95%.
O Datafolha também divulgou pesquisa nesta sexta-feira, com 2.058 entrevistados ouvidos entre 18 e 20 de agosto.
O instituto optou por apresentar dois cenários distintos, com e sem Marçal na disputa, por causa da situação jurídica do candidato. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04496/2026.
A disputa sobre a candidatura
O TSE concedeu, na quinta-feira (20), liminar que proíbe Marçal de usar recursos públicos de campanha e de participar de debates e propaganda eleitoral até o julgamento do mérito do registro.
A decisão dos ministros cita "provável ausência de condição de elegibilidade" de Marçal, pela falta de comprovação de sua filiação ao PRTB.
O tribunal classifica a medida como cautelar, sem decisão definitiva sobre a candidatura.
O TSE deve julgar a viabilidade do registro até 14 de setembro. O Ministério Público Eleitoral pediu a rejeição da candidatura.
Segundo o TRE-SP, Marçal está inelegível até 2032, alvo de três ações que o acusam de promover um "concurso de cortes" para impulsionar a candidatura nas redes sociais. Ele obteve liminar em 15 de agosto para retornar ao PRTB.
Segundo sua equipe, a assessoria jurídica do PRTB ainda analisa os argumentos da impugnação e da decisão liminar. Candidato e partido optaram por não comentar o mérito do caso por ora.




































