O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre neste domingo (16) a campanha à Presidência com ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A concentração começa às 10h, seguida de discurso às 11h, no primeiro dia liberado para a propaganda eleitoral de 2026.

Segundo o Metrópoles, Flávio pretende repetir símbolos e formatos usados pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para mobilizar o bolsonarismo. Organizadores pediram a apoiadores que usem roupas e símbolos ligados ao movimento.

Copacabana é local ligado às principais mobilizações políticas do pai. Jair Bolsonaro usou a praia como palco em diferentes momentos, tanto na Presidência quanto depois de deixar o Palácio do Planalto.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 24 de março, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser condenado pela Corte à pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

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Flávio terá a companhia de aliados do PL fluminense, como o candidato a governador do Rio, Douglas Ruas, e os candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho, segundo o InfoMoney.

Lula abre a 7ª campanha no mesmo domingo, em SP

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre a própria campanha à reeleição, a sétima disputa presidencial da carreira. O ato começa às 9h no Estádio Municipal 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).

É o mesmo local onde Lula, então diretor do sindicato dos metalúrgicos do ABC, discursou a dezenas de milhares de trabalhadores durante as greves de 1979 e 1980.

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"Convido você para estar comigo neste domingo na Vila Euclides, onde tudo começou", disse Lula, ao convocar apoiadores para o ato.

A arquibancada do estádio comporta 12,5 mil pessoas, mas o PT espera reunir cerca de 20 mil, com caravanas de outros estados. O ato reúne os partidos da coligação "Brasil Pronto Pra Mais" (PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL e Rede) e apoiadores da chapa Lula-Alckmin.

Os dois atos resumem o contraste do primeiro dia de campanha. Flávio recorre aos símbolos do pai, que está preso em regime domiciliar e inelegível por decisão da Justiça, enquanto Lula volta ao palco que o formou como sindicalista, décadas antes de chegar à Presidência.