A campanha de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (4) depois que santinhos com a foto dele circularam com o número errado em Nova Iguaçu. O panfleto trazia o 22, do adversário Douglas Ruas (PL).
A coligação "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir", que comanda a campanha de Paes, apresentou representação formal no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e pediu fiscais nos locais onde os panfletos circularam.
Paes está registrado com o número 55 nas urnas; os primeiros panfletos falsos foram achados em Nova Iguaçu, e fiscais do TRE-RJ foram enviados para verificar a denúncia.
A repercussão começou depois que uma eleitora publicou um vídeo do material nas redes sociais. "Fizeram santinho com o número errado do candidato Eduardo Paes para confundir os eleitores aqui em Nova Iguaçu", escreveu a eleitora, que marcou o perfil do TSE no X.
Fiscais do TRE-RJ foram ao local neste domingo e confirmaram a existência dos santinhos com o número 22 sob a foto de Paes. Em nota, o tribunal informou que o Ministério Público vai abrir inquérito policial para apurar origem e distribuição do material.
A campanha de Douglas Ruas também apresentou representação própria durante a tarde. Segundo nota divulgada pela coligação dele, o candidato foi prejudicado pela associação do seu número ao nome de um adversário.
O juiz eleitoral Marcello Rubioli, responsável pelo caso, afirmou que já recolheu amostras do material, mas que a autenticidade ainda não foi confirmada oficialmente, segundo a Rede Rio.
Rubioli acrescentou que as imagens dos panfletos podem ajudar a identificar a gráfica responsável pela impressão.
Divulgar informação sabidamente inverídica sobre candidato durante a campanha é crime previsto no Código Eleitoral, com pena de detenção de 2 meses a 1 ano, além de multa. A Justiça Eleitoral apreendeu os panfletos recolhidos em Nova Iguaçu.
O caso não é isolado nesta eleição. Em Belém, santinhos do candidato ao governo do Pará Daniel Santos (Podemos) circularam com o número de Hana Ghassan (MDB) — a campanha dele também recorreu à Justiça Eleitoral local para apurar a origem do material.
Publicidade
A confusão ocorre na reta final de uma disputa apertada pelo governo do Rio. Paes chegou à véspera da votação com 49% das intenções de voto em pesquisa Quaest divulgada a um ponto do primeiro turno, com Ruas em segundo lugar.
Um panfleto com o número trocado, nesse cenário, pode levar o eleitor a errar o voto no fechamento da campanha mais disputada do estado.
Mais cedo, Paes já havia votado no Rio e pedido "voto crítico" ao eleitor, horas antes da repercussão dos santinhos falsos.
A distribuição de material de campanha de forma a confundir o eleitor é vedada pelas regras de propaganda eleitoral de 2026, que também preveem punição para peça gráfica fraudulenta.
O que acontece agora
O TRE-RJ mantém o material recolhido e vai tentar identificar a gráfica responsável pela impressão dos panfletos falsos, enquanto o Ministério Público deve abrir inquérito policial para apurar quem os distribuiu e com que objetivo.
As representações de Paes e de Ruas ainda não têm data de julgamento.
































