Pesquisas divulgadas nesta semana para o governo de quatro estados mostram cenários opostos. Na Bahia e em Pernambuco, os dois primeiros colocados aparecem dentro da margem de erro. No Paraná, a distância passa de 20 pontos percentuais entre o primeiro e o segundo colocado.

Em Pernambuco, a Real Time Big Data mostrou empate exato, 43% a 43%, entre os dois nomes mais bem colocados, em pesquisa com 1.600 entrevistados e margem de 2 pontos. Na Bahia, a Quaest apontou 2 pontos de diferença entre os dois primeiros colocados, também dentro da margem de erro. Já no Paraná, a Paraná Pesquisas mediu 45% para o primeiro colocado contra 24% do segundo.

O mesmo estado, dois retratos diferentes

O Ceará mostra outra face do problema: a de dois institutos medirem a mesma disputa e chegarem a conclusões diferentes. Divulgadas no mesmo dia, a Datafolha apontou 9 pontos de vantagem para o primeiro colocado, enquanto a AtlasIntel, pesquisa diferente, mediu 2,6 pontos, o que caracteriza empate técnico. As duas pesquisas tinham contratantes diferentes e usaram amostras e métodos próprios, o que ajuda a explicar a diferença.

Rio Grande do Sul soma um terceiro tipo de contraste, este na disputa presidencial: 8,4 pontos de diferença em simulação de segundo turno, mas tecnicamente empatados no cenário de primeiro turno. A mesma pesquisa, aplicada em cenários diferentes, muda o retrato da eleição no mesmo estado.

O que a TV Sim observa

Nenhuma dessas pesquisas permite prever o resultado de outubro, e cada uma tem sua própria ficha técnica, com contratante, amostra e margem de erro próprios. O que o conjunto revela é que a fragmentação da disputa em 2026 não é uniforme pelo país: onde o campo de oposição a quem governa hoje está mais organizado em torno de um nome, o resultado tende à margem de erro; onde está mais disperso, a distância cresce. Para o eleitor, a pergunta que fica é a mesma em qualquer estado: quanto da diferença apontada é voto decidido, e quanto ainda depende dos indecisos que a própria pesquisa registra.