A mansão do CEO da Marabraz, Nasser Fares, vai a leilão em outubro, em Alphaville (Santana de Parnaíba, SP), com lance inicial de R$ 72,8 milhões. O imóvel de 2,6 mil m² foi penhorado por uma dívida de aluguel de R$ 2,3 milhões, ligada a uma loja da rede em Pinheiros (SP).

O terreno de 5 mil m², formado pela junção de três lotes, fica no condomínio Fazenda Tamboré Residencial 2. O leilão será feito pela plataforma Bayit.

Na região, imóveis com terrenos de cerca de 2 mil m² costumam ser vendidos por R$ 50 a R$ 60 milhões. O terreno de Fares tem 5 mil m², mais que o dobro do padrão local.

Se a mansão não for arrematada na primeira tentativa, vai à segunda praça, com desconto de 30% sobre o lance inicial, para R$ 51 milhões.

O leilão não tem relação com a recuperação judicial da Marabraz. A dívida vem do contrato de aluguel de uma loja da rede em Pinheiros, firmado no CPF pessoal de Nasser Fares.

O valor mensal do aluguel, de R$ 55 mil, deixou de ser pago e acumulou o débito que motivou a penhora do imóvel.

A empresa em recuperação judicial

A Marabraz pediu recuperação judicial em 15 de agosto, com R$ 140 milhões em dívidas distribuídas entre cinco empresas do grupo.

Parte da dificuldade de crédito da varejista, segundo os controladores, vem da perda de acesso à holding da família, a LP Administradora de Bens, que administra os imóveis usados como garantia em empréstimos.

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Em 2011, a geração mais velha da família Fares, entre eles Nasser, transferiu suas cotas da holding aos filhos. Em 2024, tentou reaver 66% na Justiça, venceu em 1ª instância, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu a decisão em 2025.

A LP Administradora de Bens nega qualquer ligação com a recuperação judicial da Marabraz. A holding diz que as duas empresas têm atividades, administração e quadro societário diferentes, apesar dos laços familiares.

O que acontece agora

O leilão da mansão está marcado para outubro. A recuperação judicial da Marabraz segue em tramitação na Justiça.