O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, trocou o comando de sua campanha nesta semana. Adriano Rocha Lima, ex-secretário de seu governo e considerado seu braço direito, assumiu a coordenação-geral, enquanto o publicitário Marcos Carvalho substituiu Paulo Vasconcelos na comunicação.
Segundo a CNN Brasil, Rocha Lima é tratado como o "braço direito" do governador dentro da campanha.
Carvalho já cuidava das redes sociais da candidatura antes da promoção. Segundo a mesma reportagem, ele também trabalhou anteriormente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), hoje adversário de Caiado na disputa presidencial.
A troca aconteceu, segundo a CNN Brasil, porque Caiado se sentia deixado de lado pelo PSD, com integrantes da campanha mais alinhados ao presidente do partido, Gilberto Kassab, do que ao próprio candidato.
A crise ficou pública dias antes. Kassab afirmou, de acordo com a Gazeta do Povo, que os partidos do Centrão estão alinhados com o presidente Lula e que a chance de vitória do senador Flávio Bolsonaro seria "zero".
Flávio Bolsonaro reagiu classificando a fala de Kassab como uma admissão de que o PSD favorece a reeleição de Lula.
Caiado respondeu, em 15 de agosto, que não vai votar em Lula "em nenhum turno" e que sua candidatura mira "tirar o PT do poder". Três dias depois, classificou a fala do companheiro de chapa como "mal interpretada".
"O único político com mandato no Brasil que é oposição ao Lula, que nunca votou no Lula, chama-se Ronaldo Caiado", declarou o governador.
No lançamento da campanha, em carreata por cidades de Goiás no dia 16 de agosto, Kassab não esteve presente. Ele estava em São Paulo, coordenando o lançamento de candidaturas do PSD nos 27 estados.
"Kassab fica o dia todo em São Paulo e eu aqui", minimizou Caiado, sobre a ausência do vice na campanha.
Na pesquisa BTG/Nexus, com coleta entre 14 e 16 de agosto junto a 2.003 eleitores por telefone, Caiado aparece com 5% das intenções de voto no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com registro TSE BR-03317/2026.
É o mesmo patamar das duas rodadas anteriores da mesma pesquisa, feitas em 3 e 10 de agosto.
Lula lidera o cenário com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36%. Um levantamento anterior da PoderData já mostrava os dois em disputa ainda mais acirrada no 2º turno.
O que a fragmentação à direita custa nas urnas
Somados, Caiado, Romeu Zema e Renan Santos chegam a 13% na pesquisa BTG/Nexus, menos da metade da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
A crise pública entre Caiado e Kassab expõe uma disputa que, a menos de dois meses da votação, ainda não decidiu se caminha para um nome único ou segue fragmentada até outubro.


























